Estado da Nação: Catarina Martins assinava de novo os acordos com o PS se voltasse a 2015

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, garantiu hoje que se voltasse a 2015 e as condições fossem as mesmas assinaria de novo a posição conjunta com o PS, criticando a escolha do Governo de “agravar o défice dos serviços públicos”.

Estado da Nação: Catarina Martins assinava de novo os acordos com o PS se voltasse a 2015

Estado da Nação: Catarina Martins assinava de novo os acordos com o PS se voltasse a 2015

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, garantiu hoje que se voltasse a 2015 e as condições fossem as mesmas assinaria de novo a posição conjunta com o PS, criticando a escolha do Governo de “agravar o défice dos serviços públicos”.

No primeiro pedido de esclarecimento do BE ao primeiro-ministro, António Costa, no debate do estado da nação, que hoje decorre no parlamento, Catarina Martins lembrou que “em 2015, muitos consideraram impossível que os acordos fossem respeitados” e “quase ninguém acreditou que fosse mesmo cumprido o horizonte da legislatura”.

“O que hoje é insuficiente, muitos consideraram inalcançável em 2015. Aqueles foram os acordos possíveis, naquele momento e com a força que a esquerda então tinha. Voltássemos a 2015 e, nas mesmas condições, voltaria a assiná-los”, assegurou.

Na resposta, António Costa manifestou um ponto de acordo com a líder do BE: “Se estivéssemos em 2015 eu também voltaria a assinar a mesma posição”.

“Só há uma pequena diferença: não estando em 2015 eu também voltaria a tomar a mesma decisão pela simples razão que a decisão provou ser boa e os resultados são bons e são bons no seu conjunto”, destacou.

A pior coisa que se podia fazer, na perspetiva do chefe do executivo, “era esse jogo de entender que tudo o que é bom dependeu de cada um de nós e de tudo o que é mau ficou a dever-se aos outros”.

“É isso é desde logo muito injusto para o PEV, é muito injusto para o PCP e deixe-me dizer-lhe até é injusto para o PS. Aquilo que temos que assumir, por inteiro, é o passivo e o ativo desta legislatura”, desafiou.

Na perspetiva da líder do BE, “o Governo falhou nas áreas em que os acordos foram menos concretos: investimento público para recuperar os serviços públicos”.

“Em vez de aproveitar o crescimento económico para fortalecer o país, o Governo escolheu agravar o défice de serviços públicos para que Mário Centeno brilhasse em corridas de défice para Bruxelas ver”, criticou.

JF//ACL

By Impala News / Lusa

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