Estações do Metro de Lisboa fechadas devido à greve parcial dos trabalhadores

Às 06:35 a greve do Metro de Lisboa registava uma adesão de cerca de 100%”, segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

Estações do Metro de Lisboa fechadas devido à greve parcial dos trabalhadores

Estações do Metro de Lisboa fechadas devido à greve parcial dos trabalhadores

Às 06:35 a greve do Metro de Lisboa registava uma adesão de cerca de 100%”, segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

As estações do Metro de Lisboa (ML) estão esta manhã fechadas devido à greve parcial dos trabalhadores, que às 06:35 registava uma adesão de cerca de 100%”, segundo Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans). “A adesão à greve, a nona desde o início do ano, está perto dos 100%, por isso, as estações estão fechadas. Não há circulação de comboios”, disse à Lusa Anabela Carvalheira. Os trabalhadores do ML cumprem hoje e dia 27 novas greves parciais, entre as 05:00 e as 09:00, contra a falta de condições de trabalho na área operacional, devendo a circulação iniciar-se pelas 09:30. Normalmente, o metro funciona entre as 06:30 e a 01:00.

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Em declarações à Lusa, aquando da anterior paralisação, Anabela Carvalheira explicou que o pré-aviso de greve entregue pelos sindicatos para hoje e 27 tinha a ver com as condições de trabalho, mas também com “a falta de efetivos e o clima [instalado na empresa] por parte da direção relativamente aos trabalhadores”. De acordo com a sindicalista, a paralisação assenta nos mesmos motivos das greves parciais realizadas em março, nos dias 14, 22 e 29 de abril e em 04 de maio. Em causa, explicou Anabela Carvalheira, está uma área da empresa que “representa os trabalhadores maquinistas e os trabalhadores chefia do posto de comando central”.

O pré-aviso de greve tinha a ver com as condições de trabalho, mas também com “a falta de efetivos e o clima [instalado na empresa]”

Na prática, segundo a Fectrans, trata-se de uma “situação desregrada quer de horários, quer de falta de trabalhadores e más condições de trabalho”, a que se soma “a grande prepotência por parte da direção, que leva a que os trabalhadores estejam a atingir o limite de cansaço”. Na terça-feira, os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa decidiram, em plenário, entregar um pré-aviso de greve para o mês de junho ao trabalho suplementar e eventos especiais, estando em risco o prolongamento do horário habitual durante os Santos Populares. Na noite de Santo António, de 12 para 13 de junho, as linhas verde e azul do metro habitualmente têm o horário prolongado devido às festas populares, que este ano voltam à rua depois de dois anos sem se realizarem devido à pandemia de covid-19.

Em declarações à Lusa na terça-feira, Anabela Carvalheira explicou que os trabalhadores aprovaram uma proposta conjunta de revisão parcial do Acordo Empresa e mandataram os sindicatos para fazer a entrega do pré-aviso de greve. “[A greve será] ao tempo suplementar e eventos especiais no mês de junho”, disse, salientando que “as restantes lutas serão decididas no dia 23 consoante a posição da empresa” em reunião com os sindicatos. O Metropolitano de Lisboa diariamente opera com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).

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