Espanha quer que UE reconheça Guaidó se Maduro não convocar eleições na Venezuela

O Governo espanhol propôs à UE a fixação de um prazo para Nicolas Maduro convocar eleições livres e, se isso não acontecer, que Guaidó seja reconhecido presidente interino da Venezuela.

Espanha quer que UE reconheça Guaidó se Maduro não convocar eleições na Venezuela

Espanha quer que UE reconheça Guaidó se Maduro não convocar eleições na Venezuela

O Governo espanhol propôs à UE a fixação de um prazo para Nicolas Maduro convocar eleições livres e, se isso não acontecer, que Guaidó seja reconhecido presidente interino da Venezuela.

Madrid, 25 jan (Lusa) — O Governo espanhol propôs hoje à União Europeia a fixação de um prazo de tempo concreto para Nicolas Maduro convocar eleições livres e, se isso não acontecer, que Juan Guaidó seja reconhecido presidente interino da Venezuela.

O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Josep Borrell, fez este anúncio na conferência de imprensa a seguir ao Conselho de Ministros, explicando que a proposta vai ser transmitida aos representantes dos países da União que preparam hoje em Bruxelas a reunião dos chefes da diplomacia europeia de segunda-feira.

“Espanha trabalhou muito, não vamos a reboque da União Europeia, rebocamos a União Europeia dado as fortes relações culturais e humanas que temos com a Venezuela”, disse Borrel.

O Governo socialista espanhol tem sido nos últimos dias muito atacado pelos partidos da oposição de direita espanhola por não ter ainda reconhecido Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela e também por não assumir uma atitude de liderança quanto a este assunto na União Europeia.

A Espanha é a potência colonizadora da Venezuela tendo laços económicos, sociais e culturais importantes com aquele país da América Latina.

Juan Guaidó, presidente do Parlamento venezuelano, autoproclamou-se na quarta-feira Presidente interino da Venezuela, perante milhares de pessoas concentradas em Caracas.

Os Estados Unidos, a Organização dos Estados Americanos (OEA), a maioria dos países da América Latina, à exceção de México, Bolívia, Nicarágua e Cuba — que se mantêm ao lado de Maduro, que consideram ser o Presidente democraticamente eleito da Venezuela -, já reconheceram Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela.

Rússia, China, Turquia e Irão manifestaram também o seu apoio a Nicolas Maduro.

A União Europeia defendeu a legitimidade democrática do parlamento venezuelano, sublinhando que “os direitos civis, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo do seu Presidente, Juan Guaidó, devem ser plenamente respeitados” e instando à “abertura imediata de um processo político que conduza a eleições livres e credíveis, em conformidade com a ordem constitucional”.

Da parte do Governo português, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, expressou na quarta-feira pleno respeito pela “vontade inequívoca” mostrada pelo povo da Venezuela, disse esperar que Nicolás Maduro “compreenda que o seu tempo acabou” e apelou para a realização de “eleições livres”.

Os Estados Unidos pediram a realização no sábado de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, para abordar a situação na Venezuela.

A Venezuela, país onde residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes, enfrenta uma grave crise política e económica que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.

FPB // ANP

By Impala News / Lusa

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