Entendimento entre PS e PSD pare rever Constituição é “péssimo sinal” – BE

A coordenadora do BE considerou hoje que é “um péssimo sinal” do Governo se houver um entendimento entre PS e PSD para avançar com uma revisão constitucional.

Entendimento entre PS e PSD pare rever Constituição é

Entendimento entre PS e PSD pare rever Constituição é “péssimo sinal” – BE

A coordenadora do BE considerou hoje que é “um péssimo sinal” do Governo se houver um entendimento entre PS e PSD para avançar com uma revisão constitucional.

Lisboa, 17 jul 2021 (Lusa) — A coordenadora do BE considerou hoje que é “um péssimo sinal” do Governo se houver um entendimento entre PS e PSD para avançar com uma revisão constitucional, uma vez que “não augura nada de bom” para a população.

Um eventual entendimento entre socialistas e sociais-democratas para fazer uma revisão da Constituição “não augura nada de bom para quem vive do seu trabalho em Portugal”, sublinhou Catarina Martins, em conferência de imprensa no final de uma reunião da Mesa Nacional do partido, em Lisboa.

A coordenadora bloquista foi questionada a propósito de uma notícia avançada pelo semanário Expresso que dá conta de que PS está disponível para alterar a lei fundamental de Portugal.

O Expresso explicita que “fontes socialistas” consideram que “é tempo de fazer alguns acertos na Constituição e já anotaram alguns pontos para discutir com o PSD”.

“Julgo que é um péssimo sinal que o Governo dá com este entendimento”, vincou Catarina Martins, sustentando que a “tradição das revisões constitucionais feitas por acordo entre PS e PSD nunca foi a de reforço da legislação do trabalho ou dos direitos do trabalho, nunca foi do reforço do estado social, dos direitos sociais e económicos da população”.

A dirigente do Bloco também foi interpelada em relação às conclusões do relatório, apresentado na sexta-feira, sobre a atuação da PSP durante as celebrações do Sporting como campeão nacional de futebol, em maio, que dá conta de que “globalmente” a polícia “cumpriu a sua missão”, e sobre o anúncio do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, sobre a revisão do direito de reunião e manifestação.

“É, na verdade, uma situação um pouco confusa ainda, lamentamos a forma como decorreu, lamentamos tanto o facto de pessoas terem estado em situações que, claramente, contrariam a situação pandémica, lamentamos também a atuação das forças de segurança”, respondeu, acrescentando que “não tem nenhum sentido juntar as questões do Sporting a uma eventual alteração sobre os direitos de manifestação.

Na conferência de imprensa que decorreu na sexta-feira, o ministro da Administração Interna considerou que a concentração de adeptos do Sporting junto ao estádio, no dia dos festejos de campeão nacional, foi um uso abusivo da figura do direito de manifestação.

AFE // HB

By Impala News / Lusa

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