Duzentos detidos após confrontos com a polícia no sábado em Hong Kong

Cerca de 200 pessoas foram detidas em Hong Kong na sequência de confrontos com polícias no sábado, durante os quais foram destruídos vários órgãos de comunicação, incluindo a sede da Xinhua

Duzentos detidos após confrontos com a polícia no sábado em Hong Kong

Duzentos detidos após confrontos com a polícia no sábado em Hong Kong

Cerca de 200 pessoas foram detidas em Hong Kong na sequência de confrontos com polícias no sábado, durante os quais foram destruídos vários órgãos de comunicação, incluindo a sede da Xinhua

Hong Kong, 03 nov 2019 (Lusa) – Cerca de 200 pessoas foram detidas em Hong Kong na sequência de tumultos e de confrontos com polícias no sábado, durante os quais foram destruídos vários órgãos de comunicação oficiais, incluindo a sede da agência chinesa Xinhua, informou a polícia.

Segundo a polícia, os detidos são acusados de manifestação ilegal, posse de armas ofensivas, danos criminais e uso de cobertura facial durante as concentrações de protesto.

Além disso, o Departamento de Combate ao Crime Organizado e Tríades (máfias locais) deteve quatro homens e uma mulher por posse de armas, informou a polícia hoje em comunicado, no qual assinala que também apreenderam 188 coquetéis Molotov, “numerosos” bastões extensíveis e ‘spray’ de gás pimenta.

A polícia local diz que implantou veículos especializados para a gestão de multidões, como camiões equipados com jatos de água, e usou gás lacrimogéneo e balas de borracha, entre outros, para impedir os atos dos manifestantes.

Hong Kong registou no sábado um dos seus dias mais violentos, com confrontos entre polícia de choque e grupos de manifestantes, alguns dos quais também causaram destruição em lojas e organizações, como a sede no território da agência de notícias estatal chinesa Xinhua, cujas portas de vidro foram completamente quebradas.

Tudo começou com uma manifestação no Parque Vitória, no centro da cidade, que a polícia não havia autorizado, mas que os 128 candidatos pró-democracia às eleições distritais, que se realizam no final de novembro, tentaram transformar em comícios.

Mais de mil ativistas concentraram-se no parque, grande parte deles usando máscaras, desafiando a proibição de cobrir o rosto em manifestações decretada pelo governo local.

Os polícias antimotim alertaram que o uso de máscaras violava a lei e que a concentração não era autorizada, mas os manifestantes permaneceram no local, após o que a polícia usou gás lacrimogéneo para os dispersar.

Após a ação policial no parque, grupos de manifestantes foram para a área central, que abriga a sede do Governo, do parlamento e da polícia, para onde, duas horas depois, estavam convocadas outras duas manifestações autorizadas.

Aos que estavam reunidos no parque juntaram-se milhares de pessoas, mas a polícia começou a bloquear as avenidas que até ao centro e tiveram início confrontos entre os manifestantes e os agentes.

A polícia usou veículos com canhões de água, enquanto os manifestantes arremessaram coquetéis Molotov, garrafas e pedras da calçada contra os agentes.

A polícia anunciou de seguida, invocando leis coloniais de ordem pública e mediante a “violência” exercida pelos manifestantes, que as duas manifestações autorizadas na área central tinham sido proibidas.

A partir desse momento, os confrontos generalizaram-se e um grande número de polícias foi destacado para várias zonas da cidade, onde ocorreram lançamentos de gás lacrimogéneo.

Grupos de manifestantes ergueram barricadas e fogueiras em algumas avenidas para impedir a passagem da polícia e também causaram danos a vários edifícios de organismos relacionados com a China continental.

O Governo de Hong Kong informou hoje que a chefe do executivo local, Carrie Lam, reunir-se-á em Pequim na quarta-feira com o vice-primeiro-ministro chinês Han Zheng.

Será a primeira reunião oficial desde o início dos protestos em Hong Kong entre Lam e Han, o líder chinês responsável pelos assuntos de ex-colónia britânica.

RCS // MSF

By Impala News / Lusa

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