Duas centenas de inspectores do SEF contestam extinção do serviço

Duas dezenas de inspetores do SEF estão hoje de manhã concentrados em frente à Assembleia da República, em protesto contra a extinção do organismo, que os deputados debatem no interior.

Duas centenas de inspectores do SEF contestam extinção do serviço

Duas centenas de inspectores do SEF contestam extinção do serviço

Duas dezenas de inspetores do SEF estão hoje de manhã concentrados em frente à Assembleia da República, em protesto contra a extinção do organismo, que os deputados debatem no interior.

Lisboa, 09 jul 2021 (Lusa) – Duas dezenas de inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) estão hoje de manhã concentrados em frente à Assembleia da República, em protesto contra a extinção do organismo, que os deputados debatem no interior.

Ao som da música de Jorge Palma que pergunta “Ai, Portugal, Portugal, de que é que estás à espera?!”, os inspetores contestam a extinção do SEF e a divisão das suas competências por outros organismos policiais “sem sensibilidade” para os assuntos das migrações.

Na base da escadaria da Assembleia, gradeada, dispuseram enormes tarjas onde se lê “o SEF é indispensável à segurança interna”, “Não à criminalização da imigração”, “Não à extinção, não à fusão, não à integração” e “Polícia não é simplex”.

O dia de protesto inclui uma greve, que, segundo declarações à Lusa de Acácio Neves, dirigente sindical, é de “100 por cento nos aeroportos, garantindo-se apenas os serviços mínimos” e, apesar de ainda não ter números concretos, “rondará a mesma percentagem” noutros locais.

A proposta de lei do Governo que define a passagem das competências policiais do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para a PSP, GNR e Polícia Judiciária, alterações feitas no âmbito da reestruturação do SEF, está hoje a ser discutidas hoje no parlamento.

O sindicato considera que a proposta que o Governo vai levar à Assembleia da República “para extinguir o SEF divide em parcelas informação crítica, politiza o acesso a dados, militariza e criminaliza ainda mais a imigração”, apelando aos partidos da oposição para que “não deixem passar uma das piores leis alguma vez apresentada”.

SBR (CMP) // SB

By Impala News / Lusa

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