Donald Trump diz que relatório Mueller tem testemunhos “montados”

“As alegações que me visam feitas por certas pessoas no hilariante relatório, escrito por 18 democratas em cólera, são montados de todas as peças e totalmente falsos”, escreveu.

Donald Trump diz que relatório Mueller tem testemunhos

Donald Trump diz que relatório Mueller tem testemunhos “montados”

“As alegações que me visam feitas por certas pessoas no hilariante relatório, escrito por 18 democratas em cólera, são montados de todas as peças e totalmente falsos”, escreveu.

Washington, 19 abr 2019 (Lusa) – Donald Trump considerou hoje a existência de testemunhos “montados” no relatório do procurador especial Robert Mueller, divulgado na quinta-feira, sobre as suspeitas de conluio entre a campanha do atual Presidente dos Estados Unidos e a Rússia, em 2016.

“As alegações que me visam feitas por certas pessoas no hilariante relatório Mueller, escrito por 18 democratas em cólera e irritados contra Trump, são montados de todas as peças e totalmente falsos”, escreveu Trump na sua página pessoal numa rede social.

Na quinta-feira, o Presidente norte-americano já se tinha defendido das revelações apresentadas no relatório sobre a ingerência russa nas eleições presidenciais, segundo as quais Donald Trump pretendia demitir o procurador especial Robert Mueller, responsável pela investigação.

“Eu tinha o poder de acabar com toda essa caça às bruxas se quisesse, poderia ter demitido todos, até mesmo Mueller, se quisesse, optei por não o fazer”, escreveu Trump, na sua conta na rede social ‘Twitter’

O procurador especial Robert Mueller afirma no relatório sobre as suspeitas de ingerência russa que Donald Trump tentou influenciar a investigação para “restringir o seu alcance” e deu “respostas desadequadas” às perguntas que lhe foram feitas.

“O Presidente Trump reagiu negativamente à nomeação do procurador especial [Mueller]. Disse aos assessores que era o fim da sua presidência”, lê-se na versão do relatório divulgada hoje pelo Departamento de Justiça.

Donald Trump “tentou que o procurador especial fosse afastado e desenvolveu esforços para restringir a investigação e evitar a divulgação de provas da mesma, incluindo através de contactos públicos e privados com potenciais testemunhas”.

Estas passagens do relatório de Mueller foram divulgadas depois de o procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, ter afirmando aos jornalistas que não há “provas suficientes” de obstrução à justiça da parte de Trump na investigação às alegações de ingerência russa na campanha presidencial norte-americana de 2016.

“Os esforços do Presidente para influenciar a investigação foram infrutíferos na sua maioria, mas isso deve-se sobretudo ao facto de as pessoas que rodeavam o Presidente se terem negado a executar ordens ou a aceitar os seus pedidos”, lê-se no relatório Mueller, de mais de 400 páginas.

O documento revela também que Mueller considerou “desadequadas” as respostas escritas que Trump lhe enviou em novembro passado no âmbito da investigação.

“Reconhecendo que o Presidente não aceitaria ser interrogado voluntariamente, considerámos a possibilidade de emitir uma notificação para testemunhar”, diz o relatório.

Mueller decidiu, no entanto, não o fazer, devido ao “custo de um litígio legal potencialmente longo” a que podia dar origem e porque considerou que já tinha “provas substanciais” sobre “a intenção e credibilidade” das ações de Trump.

O procurador especial analisou 10 episódios, entre os quais a reação de Trump à nomeação de Mueller, o afastamento do diretor do FBI James Comey e o relacionamento de Trump com o seu advogado pessoal Michael Cohen.

Segundo o documento, em maio de 2017, quando o então procurador-geral, Jeff Sessions, lhe disse que Mueller tinha sido nomeado, Trump encostou-se na cadeira e disse: “Oh, meu Deus. É terrível. É o fim da minha presidência. Estou f***!”.

JOP (NL/MDR) // PJA

By Impala News / Lusa

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