Dois capacetes azuis foram mortos em ataque jihadista no Mali

Dois soldados da Missão das Nações Unidas no Mali (Minusma) foram mortos por homens armados no norte deste país da África Ocidental, em mais um ataque de grupos jihadistas, disse a ONU.

Dois capacetes azuis foram mortos em ataque jihadista no Mali

Dois capacetes azuis foram mortos em ataque jihadista no Mali

Dois soldados da Missão das Nações Unidas no Mali (Minusma) foram mortos por homens armados no norte deste país da África Ocidental, em mais um ataque de grupos jihadistas, disse a ONU.

Um comboio com equipamento logístico da Minusma, que fazia a ligação entre Tessalit e Gao, no norte do Mail, foi atacado no sábado por “homens armados” que “mataram dois soldados da paz”, disse a ONU, num comunicado hoje divulgado, sem especificar a nacionalidade dos soldados mortos.

Portugal vai enviar uma missão, que inclui 63 militares da Força Aérea Portuguesa e um avião de transporte C-295, no próximo dia 01 de julho, para assegurar o transporte de passageiros e carga, transporte tático, evacuações médicas e vigilância aérea, no âmbito da Minusma.

O comboio da missão das Nações Unidas atacado no sábado foi travado quando chegava à cidade de Tarkint, no nordeste de Gao, tendo ocorrido um confronto que provocou a morte dos dois capacetes azuis.

“As forças de paz da Minusma reagiram com firmeza e conseguiram colocar os agressores em fuga”, disse a ONU, no comunicado.

Mahamat Saleh Annadif, líder da missão das Nações Unidas no Mali, exprimiu a sua “indignação” e “profunda tristeza” pela morte dos capacetes azuis e condenou os “atos covardes que visam paralisar as operações da missão no terreno”.

“Teremos de congregar todos os esforços para identificar e prender os responsáveis por esses atos terroristas, para que possam responder pelos seus crimes perante o sistema judicial”, disse o responsável da Minusma.

A missão das Nações Unidas no Mali envolve cerca de 13 mil soldados, e tem como principal risco e desafio o incremento recente de ataques jihadistas na região central do país, que tem sido palco de atos de violência desde 2015, sobretudo após o surgimento de um grupo liderado pelo pregador Peul Amadou Koufa, com ligações à rede Al-Qaeda.

“A presença destas missões é essencial para o cumprimento dos frágeis acordos de paz que foram assinados, e para o reforço das capacidades do Estado Maliano”, disse o ministro da Defesa Nacional, no passado dia 05 de junho, para justificar a participação de tropas portuguesas na Minusma, salientando a importância desta região africana para Portugal e para a Europa.

“Nós temos de olhar para a região do Sahel de uma forma integrada. As fronteiras pouco existem naquela região. E aquilo que se passa num país, facilmente se alastra para outros países. A missão de formação da União Europeia, que é uma missão de apoio à capacitação das Forças Armadas do Mali, teve o seu mandato alargado a outros países do Sahel, e o general Boga Ribeiro, o general português que comanda essa força, tem estado na primeira linha desse alargamento para outros países da região”, acrescentou João Gomes Cravinho, nessa altura, em declarações aos jornalistas.

Até à passada sexta-feira, Portugal esteve ainda responsável pela Missão de Treino da União Europeia no Mali (EUTM-Mali), tendo passado nesse dia o seu comando para a autoridade da República Checa, numa cerimónia na capital do Mali.

A área de operações da EUTM-Mali, que esteve sob comando português, centrada em atividades de treino, foi alargada em maio, e passa “a ser cumprida numa área mais vasta e incluindo as Forças Armadas de outros países da região do Sahel”, segundo informou Estado-Maior General das Forças Armadas Portuguesas, em 26 de maio.

Em março, a União Europeia decidiu prolongar até 18 de maio de 2024 a sua missão militar no Mali, mobilizando quase 135 milhões de euros para a iniciativa.

RJP (GR/NS) // MSF

By Impala News / Lusa

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