Dívida externa líquida cai para 77,9% do PIB no 1.º trimestre, o valor mais baixo o 1.º trimestre de 2009

A dívida externa líquida portuguesa recuou para 77,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, o valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 2009, somando 169.300 milhões de euros

Dívida externa líquida cai para 77,9% do PIB no 1.º trimestre, o valor mais baixo o 1.º trimestre de 2009

Dívida externa líquida cai para 77,9% do PIB no 1.º trimestre, o valor mais baixo o 1.º trimestre de 2009

A dívida externa líquida portuguesa recuou para 77,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, o valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 2009, somando 169.300 milhões de euros

Resultante da Posição de Investimento Internacional (PII) do país, excluindo os instrumentos de capital, ouro em barra e derivados financeiros, a dívida externa líquida “reduziu-se de 80,7% do PIB no final de 2021 (170.600 milhões de euros) para 77,9% (169.300 milhões de euros) no final de março de 2022”, refere o Banco de Portugal (BdP).

Segundo os dados do banco central, em março de 2022 a PII de Portugal registou o “rácio menos negativo desde o segundo trimestre de 2008”: O saldo entre os ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes e os passivos emitidos por residentes e detidos pelo resto do mundo passou de -95,8% do PIB (-202.600 milhões de euros) no final de 2021 para -92,8% do PIB (-201.700 milhões de euros) no final de março de 2022.

Esta variação da PII decorreu, sobretudo, das variações cambiais positivas dos ativos externos detidos por residentes expressos em kwanzas de Angola, dólares americanos e reais brasileiros, no valor de 1.600 milhões de euros.

De acordo com o BdP, “este efeito afetou o investimento de carteira e o investimento direto, nos quais a componente de capital assume maior expressão”.

A variação da PII resultou ainda do contributo positivo da desvalorização dos títulos de dívida pública portuguesa detidos por não residentes e da valorização da carteira de ouro do banco central. Em sentido contrário, destacou-se a valorização de títulos de capital de empresas portuguesas detidos por entidades não residentes.

De registar ainda o contributo negativo das transações financeiras, de -1.400 milhões de euros, para a variação da Posição de Investimento Internacional.

Segundo o banco central, da redução de 3,0 pontos percentuais no rácio negativo da PII no PIB, 0,4 pontos percentuais resultam da variação nominal da PII e 2,6 pontos percentuais do crescimento do PIB.

PD // JNM

By Impala News / Lusa

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