Dívida externa líquida cai para 72,2% do PIB no 3.º trimestre, o rácio mais baixo desde junho de 2008

A dívida externa líquida portuguesa recuou no final de setembro para 72,2% do PIB, o rácio mais baixo desde junho de 2008, somando 167.700 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal.

Dívida externa líquida cai para 72,2% do PIB no 3.º trimestre, o rácio mais baixo desde junho de 2008

Dívida externa líquida cai para 72,2% do PIB no 3.º trimestre, o rácio mais baixo desde junho de 2008

A dívida externa líquida portuguesa recuou no final de setembro para 72,2% do PIB, o rácio mais baixo desde junho de 2008, somando 167.700 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal.

Correspondente aos passivos líquidos do país perante o exterior, excluindo os instrumentos de capital, ouro em barra e derivados financeiros, a dívida externa líquida “reduziu-se de 79,8% do PIB no final de 2021 (171.100 milhões de euros) para 72,2% (167.700 milhões de euros) no final de setembro de 2022”, refere o BdP.

“Trata-se do rácio mais baixo observado desde junho de 2008”, salienta.

Segundo os dados do banco central, a Posição de Investimento Internacional (PII) de Portugal — isto é, o saldo entre os ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes e os passivos emitidos por residentes e detidos pelo resto do mundo — passou de -94,7% do PIB (-203.100 milhões de euros) no final de 2021 para -86,5% do PIB (-201.100 milhões de euros) no final de setembro de 2022.

Para esta evolução da PII, quer em termos nominais, quer em percentagem do PIB, o BdP diz terem contribuído o aumento dos ativos detidos por residentes e a diminuição dos passivos emitidos por residentes perante o resto do mundo e, ainda, o crescimento da economia nacional.

Em termos nominais, a variação da PII decorreu sobretudo das variações cambiais positivas dos ativos externos detidos por residentes, nomeadamente os expressos em dólares americanos e kwanzas de Angola, no valor de 7.800 milhões de euros, tendo este impacto sido “mais expressivo” no investimento de carteira e no investimento direto.

A variação nominal da PII traduziu ainda a desvalorização dos ativos financeiros em 17.100 milhões de euros, “com destaque para os títulos de dívida e títulos de capital emitidos pelo resto do mundo e detidos por residentes” e a desvalorização dos passivos em 14.100 milhões de euros, “principalmente os títulos de dívida pública portuguesa detidos por não residentes”.

Resultou também do contributo negativo das transações financeiras, de -1.500 milhões de euros.

Segundo o banco central, da redução de 8,1 pontos percentuais no rácio negativo da PII no PIB, 0,9 pontos percentuais resultaram da variação nominal da PII e 7,3 pontos percentuais do crescimento do PIB.

O BdP atualiza as estatísticas da PII em 07 de fevereiro de 2023.

PD // EA

By Impala News / Lusa

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