Diretor da PSP lamenta “assimetrias remuneratórias” entre forças de segurança

O diretor nacional da PSP disse hoje no parlamento que um polícia em início de carreira “ganha cerca de metade” do que um inspetor do SEF ou da Polícia Judiciária, lamentando as “assimetrias remuneratórias” entre as forças de segurança.

Diretor da PSP lamenta

Diretor da PSP lamenta “assimetrias remuneratórias” entre forças de segurança

O diretor nacional da PSP disse hoje no parlamento que um polícia em início de carreira “ganha cerca de metade” do que um inspetor do SEF ou da Polícia Judiciária, lamentando as “assimetrias remuneratórias” entre as forças de segurança.

“Ao longo dos anos permitiu-se uma assimetria remuneratória muito exagerada entre os diversos serviços e forças de segurança. Um polícia em início de carreira ganha cerca de metade do que um inspetor do SEF ou da PJ. Devíamos caminhar para o encurtamento nesta matéria”, disse Magina da Silva.

O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública foi ouvido hoje à tarde na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, numa audição pedida pelo PSD a propósito do processo de reestruturação do Serviço de Estrangeires e Fronteiras.

Magina da Silva referiu que ainda não está definido quantos inspetores do SEF vão transitar para a PSP, sendo um processo que está em levantamento.

O responsável garantiu que todos “os direitos serão acautelados, incluindo o direito à greve”, tendo em conta que os agentes da PSP não podem fazer greve e os inspetores do SEF têm esse direito.

Caso se venha a concretizar a extinção do SEF, a PSP integrará as competências de “vigiar, fiscalizar e controlar as fronteiras aeroportuárias e terminais de cruzeiros” e “agir no âmbito de processos de afastamento coercivo e de expulsão judicial de cidadãos estrangeiros, nas áreas da sua jurisdição”.

Nesse sentido, Magina da Silva anunciou que a PSP vai criar uma nova unidade orgânica de segurança aeroportuária e de controlo fronteiriço.

“Pretendo que todos os polícias que trabalham em ambiente aéreo portuário estejam igualmente capacitados para desenvolver funções de segurança aeroportuária, quer funções de controlo fronteiriço, isto vai trazer uma capacidade de gestão e mobilização de recursos humanos”, disse, realçando que a PSP precisa “da integração de pessoal do SEF que traga conhecimento acumulado”.

Magina da Silva deu conta que 173 polícias vão receber formação no âmbito da passagem de competência do SEF para a PSP, tendo cerca de 100 já concluído a formação.

Sobre a base de dados do SEF, o diretor nacional da PSP defendeu que devia estar sob a gestão e coordenação do sistema de segurança interna.

CMP // ZO

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS