Dezenas de jornalistas rompem bloqueio militar e entram à força no parlamento venezuelano

Dezenas de jornalistas romperam o bloqueio imposto por efetivos da Guarda Nacional Bolivariana e entraram à força na Assembleia Nacional (AN), onde a oposição detém a maioria.

Dezenas de jornalistas rompem bloqueio militar e entram à força no parlamento venezuelano

Dezenas de jornalistas rompem bloqueio militar e entram à força no parlamento venezuelano

Dezenas de jornalistas romperam o bloqueio imposto por efetivos da Guarda Nacional Bolivariana e entraram à força na Assembleia Nacional (AN), onde a oposição detém a maioria.

Caracas, 04 jun 2019 (Lusa) – Dezenas de jornalistas romperam hoje o bloqueio imposto por efetivos da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar) e entraram à força na Assembleia Nacional (AN), onde a oposição detém a maioria.

“Hoje os jornalistas venezuelanos regressam ao Palácio Federal Legislativo, de onde nunca deveriam sair”, disse Marco Ruiz, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP), uma vez ultrapassada a barreira policial.

Por outro lado, a deputada opositora Maria Beatriz Martínez, sublinhou que não havia motivos para impedir a entrada aos jornalistas.

“Com o grito de imprensa livre, um direito de todos, abrimos as portas”, frisou.

A entrada forçada foi apoiada por representantes do SNTP e vários deputados opositores, que celebraram a decisão, num país onde o acesso dos jornalistas às instituições públicas é cada vez mais restringido.

Os jornalistas pretendiam fazer a cobertura da sessão parlamentar ordinária, de hoje, mas tinham sido barrados pela GNB, que os mantinha numa área afastada do hemiciclo protocolar e da própria AN.

Após a rutura da barreira militar, o presidente do parlamento, o opositor Juan Guaidó, aproximou-se dos jornalistas a quem manifestou solidariedade.

“Celebremos o regresso da imprensa livre no parlamento. O terreno do regime é a desinformação e a censura”, disse.

Desde 30 de abril que a GNB tem impedido a entrada dos jornalistas no parlamento, situação que, segundo Marco Ruíz, é “uma violação continuada da liberdade de expressão e do direito à informação” dos venezuelanos.

Em várias oportunidades os militares têm também impedido os deputados de acederem ao parlamento, tendo numa dessas situações, a 08 de maio passado, dia em que a Assembleia Constituinte (composta unicamente por simpatizantes do regime) levantou a imunidade de vários parlamentares opositores.

FPG // EL

By Impala News / Lusa

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