Detidos mais de 30 nacionalistas durante protesto não autorizado em Moscovo

A polícia de Moscovo deteve hoje mais de 30 nacionalistas que tentaram participar num protesto durante a tradicional “Marcha Russa”, atividade não autorizada pelo município da capital da Rússia devido à pandemia de covid-19.

Detidos mais de 30 nacionalistas durante protesto não autorizado em Moscovo

Detidos mais de 30 nacionalistas durante protesto não autorizado em Moscovo

A polícia de Moscovo deteve hoje mais de 30 nacionalistas que tentaram participar num protesto durante a tradicional “Marcha Russa”, atividade não autorizada pelo município da capital da Rússia devido à pandemia de covid-19.

O líder nacionalista Nikita Zaitsev disse à agência russa Interfax estar detido num autocarro da polícia com outras 16 pessoas.

“No segundo autocarro estão outros 15 detidos. Também havia um terceiro autocarro da polícia, mas não se sabe ainda quantas pessoas tem”, adiantou.

As designadas “Marchas Russas” realizam-se desde 2005 no Dia da Unidade Popular e têm como principal objetivo protestar contra as políticas migratórias do governo russo, refere a agência noticiosa espanhola EFE.

Desta vez, devido à pandemia, os nacionalistas decidiram substituir a marcha por um protesto em frente à sede do Serviço Prisional Federal russo.

Parte dos detidos foram interpelados junto daquela instituição, onde se deviam colocar flores em memória do nacionalista Maxim Martsinkevich, que se terá suicidado na prisão há dois meses em circunstâncias não esclarecidas.

A Câmara Municipal de Moscovo tem recusado autorização a vários grupos russos nacionalistas e de direita para a realização de manifestações ou desfiles.

A capital é o principal foco da pandemia na Rússia, que voltou a registar um recorde de casos e de mortes provocadas pela doença nas últimas 24 horas, com 19.768 infeções pelo novo coronavírus e 389 mortes ligadas à covid-19.

O país passa assim a contar com 29.211 mortes e 1.693.454 casos desde o início da pandemia, ou que torna a Rússia o quarto país do mundo em termos de infeções, depois dos Estados Unidos, Índia e Brasil.

 

PAL (PTA) // EL

By Impala News / Lusa

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