Deputados rejeitam 6.ª moção de censura contra Governo francês

A sexta moção de censura apresentada contra o Governo francês em apenas duas semanas foi hoje rejeitada, ao não receber o apoio maioritário dos deputados da Assembleia Nacional, apesar de o bloco governamental não ter maioria absoluta.

Deputados rejeitam 6.ª moção de censura contra Governo francês

Deputados rejeitam 6.ª moção de censura contra Governo francês

A sexta moção de censura apresentada contra o Governo francês em apenas duas semanas foi hoje rejeitada, ao não receber o apoio maioritário dos deputados da Assembleia Nacional, apesar de o bloco governamental não ter maioria absoluta.

De acordo com a EFE, a iniciativa do partido La France Insoumise (LFI — França Insubmissa), a terceira maior força do Parlamento, obteve 188 votos, longe dos 289 de que precisava para ser aprovada.

Tal como aconteceu com as moções anteriores da LFI, membros do bloco de extrema-direita de Marine Le Pen, Rassemblement National (RN — Reagrupamento Nacional), votaram a favor.

O LFI apresentou esta moção em resposta à decisão da primeira-ministra francesa, Élisabeth Borne, de reativar o artigo 49.3 da Constituição, que permite ao Executivo forçar a aprovação de projetos sem os submeter à votação da Assembleia Nacional, onde o bloco de Governo não tem maioria absoluta.

“Esta é a quarta vez que o Governo opta pela aprovação forçada. Se a lei constitucional autoriza, temos o dever de a combater. […] Atualmente, o Governo não tem legitimidade popular, nem parlamentar”, disse o deputado da LFI Jean-Hugues Ratenon, na abertura da debate parlamentar.

O partido no poder, por sua vez, culpou a oposição por não agir de forma construtiva.

“[O deputado] acha as propostas do Governo más, logo à partida”, defendeu-se Borne, antes de acusar os apoiantes da moção de censura de “demagogia” e de acusar a LFI de contar com os votos da extrema-direita.

Da mesma forma, Borne encorajou os 62 deputados do grupo conservador moderado Os Republicanos (LR, na sigla francesa), cuja recusa em apoiar as moções de censura está a ser fundamental, a trabalharem em conjunto com o Governo num debate “construtivo”.

Depois de a moção ter sido rejeitada, a proposta de lei de orçamento do Estado foi aprovada e enviada ao Senado.

MPE // RBF

By Impala News / Lusa

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