Deputados portugueses pedem apoio angolano na honra aos militares falecidos na guerra colonial

O presidente da Comissão de Defesa Nacional apelou hoje a Angola para apoiar a Liga de Combatentes de Portugal para homenagear os militares que morreram na guerra colonial.

Deputados portugueses pedem apoio angolano na honra aos militares falecidos na guerra colonial

Deputados portugueses pedem apoio angolano na honra aos militares falecidos na guerra colonial

O presidente da Comissão de Defesa Nacional apelou hoje a Angola para apoiar a Liga de Combatentes de Portugal para homenagear os militares que morreram na guerra colonial.

Luanda, 12 jul 2019 (Lusa) – O presidente da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República portuguesa apelou hoje ao governo angolano para que continue a apoiar a Liga de Combatentes de Portugal para homenagear os militares que morreram na guerra colonial.

Marco António Costa chefia a delegação que iniciou, na quinta-feira, uma visita a Luanda para o reforço da cooperação parlamentar com Angola, tendo hoje mantido um encontro de trabalho com a Comissão de Defesa, Segurança, Ordem Interna, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria da Assembleia Nacional de Angola.

Esta visita coincide com a presença em Angola do presidente da Liga dos Combatentes de Portugal, general Joaquim Chito Rodrigues, dando assim continuidade a um trabalho iniciado, em maio deste ano, pelo ministro da Defesa português, João Gomes Cravinho, que visa honrar soldados portugueses que morreram em território angolano entre 1961 a 1975.

Na reunião, Marco António Costa aproveitou para reforçar o interesse de Portugal sobre esta questão, manifestando também agradecimento pelo apoio que o Estado angolano vem prestando até aqui.

“A Liga dos Combatentes está cá a fazer um trabalho que sob ponto de vista social e nacional é importante, que é identificar e fazer a trasladação de corpos de antigos combatentes portugueses”, disse o deputado, frisando ainda que “respeitar a memória dos antepassados é um dever histórico”.

“Portanto, queríamos aqui manifestar esse agradecimento e pedir que continuem, por favor, a apoiar a Liga neste trabalho que está a ser feito.”, reiterou.

Para Marco António Costa, “respeitar a memória dos antepassados é um dever histórico”.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Comissão de Defesa Nacional do parlamento português disse que no encontro que manteve com o presidente da Liga foi-lhe dada nota de haver essa colaboração.

“O que quer dizer que existe uma sintonia bastante sensibilizada dos dois lados para o tema que a Liga está a tratar”, frisou.

Segundo o presidente da Liga dos Combatentes de Portugal, há o registo de 1.548 militares portugueses, que morreram em Angola durante a guerra para a independência do país, cujas memórias o Governo português pretende honrar.

O trabalho, a ser feito em duas fases, compreende a localização, identificação, exumação, transporte, trasladação e deposição de restos mortais de combatentes portugueses falecidos na guerra de libertação colonial.

Joaquim Chito Rodrigues, que em Luanda tem mantido vários encontros com as autoridades angolanas, referiu que este é um trabalho desenvolvido pela Liga há 14 anos, com o objetivo de dignificar os lugares onde se encontram militares portugueses tombados ao serviço das Forças Armadas em todo o mundo.

NME // SF

By Impala News / Lusa

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