Deputados de Macau pedem ao Governo medidas para travar subida de preços

Os deputados do parlamento de Macau pediram hoje ao Governo ações concretas para travar a subida dos preços de combustíveis e alimentares no território, bem como para assegurar a constituição de reservas estratégicas.

Deputados de Macau pedem ao Governo medidas para travar subida de preços

Deputados de Macau pedem ao Governo medidas para travar subida de preços

Os deputados do parlamento de Macau pediram hoje ao Governo ações concretas para travar a subida dos preços de combustíveis e alimentares no território, bem como para assegurar a constituição de reservas estratégicas.

“As autoridades devem rever a eficácia do atual sistema de preços e implementar novas medidas eficazes, por exemplo, analisando a criação de um mecanismo de regulação dos preços, a par do aumento da transparência, e estudando a possibilidade de se incluírem os produtos combustíveis no âmbito da utilidade pública”, defendeu o deputado da Assembleia Legislativa (AL) Leong Sun Iok.

Já Lei Leong Wong, que acusou as empresas que exploram o mercado de combustíveis de serem responsáveis por um “fenómeno de preços combinados”, perguntou se o Governo dispõe de “outras medidas mais concretas e eficazes para regulamentar a situação e promover a concorrência, a fim de melhor proteger os direitos e interesses do público”.

Uma posição reforçada pelo deputado José Pereira Coutinho ao questionar se, “com a recente crise internacional”, o executivo vai “implementar legislação protetora da população, implementando-se medidas preventivas para que, em casos de extrema urgência, sejam satisfeitas as necessidades básicas da população relacionadas com a alimentação, produtos energéticos, e outras necessidades primárias”.

Aquele que é o único deputado português na AL perguntou ainda: “Mesmo que a atual legislação não contemple nenhuma obrigatoriedade de existência de uma reserva estratégica de matérias-primas alimentares, petrolíferas e demais produtos essenciais, vai o Governo implementar medidas para diminuir a dependência destes produtos do exterior em casos de extrema urgência num mínimo de dois meses enquanto se procura as fontes de fornecimento garantindo-se a segurança e a estabilidade nos abastecimentos?”.

Antes, e num contexto mais local, Lei Leong Wong alertou para um possível aumento de preços assim que for colocada em prática, a partir desta terça-feira, a nova ronda de apoios à população, através de um cartão de consumo eletrónico, questionando se “as autoridades dispõem de outras medidas mais concretas e eficazes, para assegurar que o lançamento do plano (…) não vai conduzir ao aumento irracional dos preços”.

O deputado Leong Sun Iok afirmou que “em Macau, o preço é determinado em conjunto, por combinação entre as gasolineiras, o que tem suscitado na sociedade suspeitas da prática de cartel, visto que é pouca a diferença nos preços praticados pelas diferentes gasolineiras”.

Em resposta à interpelação dos deputados, o secretário para a Economia e Finanças garantiu que “o fornecimento dos combustíveis em Macau é suficiente e a logística funciona de forma fluida, apesar de os combustíveis sofrerem nos últimos meses influência causada pelos fatores internacionais e pela evolução da situação epidémica”.

Lei Wai Nong afiançou também que, “atualmente, em Macau, o ‘stock’ dos alimentos, óleos alimentares e bens de primeira necessidade encontra-se suficiente e o seu fornecimento está normal”.

Por outro lado, garantiu que o Governo já espera “uma oscilação dos preços” com a introdução da nova ronda de apoio ao consumo, e que as autoridades vão “reforçar a inspeção dos preços de forma contínua”.

“Mas acredito que, tendo em conta as necessidades de mercado, nem todos vão transferir os custos para os consumidores”, salientou, mostrando-se ainda assim convicto de que o apoio extraordinário ao consumo, para incentivar a economia local, também “alivie a pressão sobre a população”.

JMC // VM

By Impala News / Lusa

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