Deputado brasileiro alvo de buscas em investigação sobre corrupção

A Justiça do estado brasileiro do Paraná cumpre hoje mandados de busca no escritório do deputado Ricardo Barros, atual líder do Governo na câmara baixa do Congresso, no âmbito de uma investigação sobre esquemas de corrupção.

Deputado brasileiro alvo de buscas em investigação sobre corrupção

Deputado brasileiro alvo de buscas em investigação sobre corrupção

A Justiça do estado brasileiro do Paraná cumpre hoje mandados de busca no escritório do deputado Ricardo Barros, atual líder do Governo na câmara baixa do Congresso, no âmbito de uma investigação sobre esquemas de corrupção.

Segundo o Ministério Público do Paraná, a operação refere-se a supostas fraudes em contratos celebrados pelo governo regional paranaense na área de energia eólica, supostamente registados entre 2011 e 2014, nas quais o atual chefe do Governo Jair Bolsonaro no Congresso terá participado.

Ao todo foram expedidos oito mandados de busca e apreensão, que estão a ser cumpridos nas cidades de Maringá, Curitiba e Paiçandu, no Paraná, e na cidade de São Paulo.

Barros, cujos escritórios no estado do Paraná foram alvo das buscas realizadas pelas autoridades da polícia, trabalhava na época como secretário de Indústria e Comércio do Governo brasileiro e, suspeita-se, teria intervindo diretamente nos negócios investigados.

O Ministério Público do Paraná esclareceu que a investigação se baseia num acordo de colaboração judicial firmado por ex-diretores da empresa Galvão Engenharia, que acusaram o deputado de receber 5 milhões de reais (cerca de 800 mil euros) em subornos para facilitar os negócios suspeitos.

Após deixar o cargo no Paraná, Barros assumiu um assento na Câmara dos Deputados em 2015 e foi Ministro da Saúde durante o Governo do ex-presidente Michel Temer (2016-2018).

Em nota divulgada após ser informado sobre a ação policial, o deputado garantiu que está “tranquilo” e ofereceu “total colaboração com as investigações”.

Barros destacou a sua “conduta livre de suspeitas” e informou que solicitou “acesso ao processo para poder prestar maiores esclarecimentos à sociedade e iniciar a sua defesa”.

CYR // VM

By Impala News / Lusa

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