Deputado angolano agredido em manifestação em Luanda fala em 40 detidos

O deputado e secretário provincial da UNITA em Luanda, Nelito Ekuikui, afirmou ter sido agredido pela polícia angolana numa manifestação e estimou que cerca de 40 jovens que participavam no protesto terão sido detidos.

Deputado angolano agredido em manifestação em Luanda fala em 40 detidos

Deputado angolano agredido em manifestação em Luanda fala em 40 detidos

O deputado e secretário provincial da UNITA em Luanda, Nelito Ekuikui, afirmou ter sido agredido pela polícia angolana numa manifestação e estimou que cerca de 40 jovens que participavam no protesto terão sido detidos.

Em declarações à Lusa, Nelito Ekuikui disse não ter havido nenhuma razão que justificasse a agressão e afirma ter sido retido durante cerca de uma hora, acusando as autoridades de “uso excessivo da força” e de estarem a cometer uma ilegalidade.

“Disseram que a manifestação não pode ocorrer porque viola o decreto presidencial [que atualiza a situação de calamidade pública e entrou em vigor hoje], mas estão a violar a Constituição”, afirmou o deputado da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), maior partido da oposição, recordando que ele próprio foi legislador da lei de proteção civil, que não contempla a suspensão de direitos como os de manifestação.

“Claramente, este decreto foi forjado para impedir a manifestação”, acusou Nelito Ekuikui, criticando a presença das forças armadas nas ruas de Luanda e aconselhando o Governo a recorrer ao diálogo porque os protestos “não vão parar”.

O deputado da UNITA afirmou também que um dos organizadores da manifestação, o ativista Dito Dali foi ferido e teve de receber assistência hospitalar, tendo sido detidos “cerca de 40 jovens”, entre os quais o presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), Francisco Teixeira.

A Lusa procurou obter esclarecimentos adicionais e confirmação das detenções junto da polícia de Luanda, que remeteu informações para mais tarde.

A marcha de hoje, convocada por ativistas da sociedade civil, mas que contou com a adesão da UNITA e outras forças da oposição, visa reivindicar melhores condições de vida, mais emprego e a realização das primeiras eleições autárquicas em Angola, que estavam previstas para este ano e foram adiadas sem nova data.

 

RCR // VM

By Impala News / Lusa

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