Decisão sobre tempo de serviço dos professores cabe à AR, diz UGT

Carlos Silva considerou que a decisão da contagem integral do tempo de serviço dos professores está nas mãos da Assembleia da República, independentemente da ameaça de demissão de Costa.

Decisão sobre tempo de serviço dos professores cabe à AR, diz UGT

Decisão sobre tempo de serviço dos professores cabe à AR, diz UGT

Carlos Silva considerou que a decisão da contagem integral do tempo de serviço dos professores está nas mãos da Assembleia da República, independentemente da ameaça de demissão de Costa.

Lisboa, 03 mai 2019 (Lusa) – O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, considerou hoje que a decisão da contagem integral do tempo de serviço dos professores está nas mãos da Assembleia da República, independentemente da ameaça de demissão do primeiro-ministro, António Costa.

“Neste momento, cabe exclusivamente à Assembleia da República tomar a decisão”, disse Carlos Silva à agência Lusa, referindo-se ao período em que as carreiras dos professores estiveram congeladas.

O dirigente da UGT disse ainda que lamentará se o primeiro-ministro se demitir, a poucos meses das eleições, mas considerou que os professores não podem abdicar dos seus direitos, “porque têm razão”.

O parlamento aprovou na quinta-feira — com os votos contra do PS – uma alteração ao decreto do Governo estipulando que o tempo de serviço a recuperar aos professores será de nove anos, quatro meses e dois dias, conforme tem sido reivindicado por estes funcionários públicos.

Na declaração que fez esta tarde ao país, o primeiro-ministro afirmou que comunicou ao Presidente da República e ao presidente da Assembleia da República que o seu Governo se demitirá se a contabilização total do tempo de serviço dos professores for aprovada em votação final global no parlamento.

O líder da UGT salientou, a propósito, que “hoje as duas centrais sindicais tiveram um discurso convergente, que não foi combinado, porque são os direitos dos trabalhadores que estão em causa”.

“Todos nós sofremos com a crise, mas alguns sofreram mais que outros, como foi o caso dos trabalhadores da administração pública e os pensionistas, que viram os seus rendimentos cortados durante anos”, disse.

Carlos Silva referiu ainda que os sindicatos dos professores tentaram negociar com o Governo, mas este “assumiu uma postura muito difícil, alegando sempre dificuldades orçamentais”.

“Nós percebemos que existem constrangimentos orçamentais, mas também vemos que há uma obsessão pelo défice”, afirmou.

RRA (PMF) // JNM

By Impala News / Lusa

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