Crise/Energia: Proteção civil europeia prepara reserva de emergência de geradores

A proteção civil europeia está a preparar uma reserva de emergência de geradores na União Europeia (UE) para eventual situação de rutura, podendo ainda prestar aos Estados-membros assistência com equipamentos e técnicos perante perturbações de infraestruturas críticas.

Crise/Energia: Proteção civil europeia prepara reserva de emergência de geradores

Crise/Energia: Proteção civil europeia prepara reserva de emergência de geradores

A proteção civil europeia está a preparar uma reserva de emergência de geradores na União Europeia (UE) para eventual situação de rutura, podendo ainda prestar aos Estados-membros assistência com equipamentos e técnicos perante perturbações de infraestruturas críticas.

A informação é avançada pelo comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, em entrevista escrita à agência Lusa, apontando que o Mecanismo de Proteção Civil da UE pode, em situação de rutura, “facilitar o fornecimento de artigos relacionados com a energia dos Estados-membros”.

“E está [a proteção civil da UE] atualmente em vias de constituir uma reserva de emergência de geradores no âmbito da reserva estratégica da União, a rescEU”, revela.

Numa altura em que a UE teme cortes no abastecimento russo este outono e inverno e em que a Rússia é acusada de sabotar os gasodutos da Nord Stream, que fornecem gás natural à Europa, o responsável explica que “os Estados-membros e países terceiros podem ativar o Mecanismo de Proteção Civil e solicitar assistência em caso de rutura de infraestruturas críticas”.

“No contexto dessa ativação, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência coordena a resposta de emergência europeia para lidar com os efeitos negativos de tais perturbações e pode rapidamente mobilizar equipamentos, materiais e conhecimentos especializados essenciais” de técnicos europeus, acrescenta Janez Lenarcic.

Nesse cenário, “esta assistência pode ser utilizada para apoiar os serviços de emergência e as entidades críticas afetadas”, adianta na entrevista à Lusa, em altura de crise energética acentuada pelos impactos da guerra na Ucrânia.

No início deste mês, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu a proteção das infraestruturas energéticas da UE, após a presumível sabotagem russa nos gasodutos da Nord Stream 1 e 2, propondo testes de ‘stress’ e melhor reação a ruturas súbitas.

“Os atos de sabotagem contra os gasodutos Nord Stream mostraram quão vulneráveis são as nossas infraestruturas energéticas, [já que], pela primeira vez na história recente, tornaram-se um alvo”, afirmou Ursula von der Leyen num debate no Parlamento Europeu.

Na ocasião, a responsável disse que iria trabalhar com os Estados-membros “para assegurar testes de ‘stress’ eficazes no setor da energia”, de forma a “identificar os pontos fracos e preparar a reação a ruturas súbitas” perante perturbação de estruturas de combustível, geradores ou de armazenamento, elencou.

“Aumentaremos a nossa capacidade de resposta através do nosso Mecanismo de Proteção Civil da UE”, adiantou Ursula von der Leyen.

Numa reunião realizada na semana passada em Bruxelas, os ministros da Defesa da NATO abordarem precisamente a proteção de infraestruturas críticas. A situação verificada nos gasodutos da Nord Stream levou a Aliança a aumentar a presença nos mares Báltico e do Norte para vigilância.

Antes, no final de setembro, registaram-se explosões submarinas de alta potência que danificaram no Mar Báltico os gasodutos Nord Stream 1 e 2, que liga a Rússia à Alemanha, provocando fuga de metano.

Perante tal situação, as empresas de energia e governos europeus reforçaram a segurança em torno da infraestrutura energética.

Estes incidentes ocorreram na sequência da ofensiva militar da Rússia contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro passado, e a posterior aplicação de sanções aos russos – nomeadamente sobre os produtos petrolíferos – pelos países ocidentais.

A guerra na Ucrânia acentuou ainda mais a situação de crise energética em que a UE se encontrava, dada a dependência das importações dos combustíveis fósseis russos, nomeadamente do gás.

ANE // SCA

By Impala News / Lusa

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