CPLP: PM são-tomense considera que acordo permite passar para comunidade “das pessoas”

O primeiro-ministro são-tomense disse hoje que o acordo de mobilidade que será assinado na cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Luanda “não será um acordo perfeito”, mas permitirá passar “para uma CPLP das pessoas”.

CPLP: PM são-tomense considera que acordo permite passar para comunidade

CPLP: PM são-tomense considera que acordo permite passar para comunidade “das pessoas”

O primeiro-ministro são-tomense disse hoje que o acordo de mobilidade que será assinado na cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Luanda “não será um acordo perfeito”, mas permitirá passar “para uma CPLP das pessoas”.

“A mobilidade será o pano de fundo [da cimeira] para que os empresários se encontrem, os jovens se cruzem, que passemos desta CPLP institucional, formal, para uma CPLP das pessoas, em que, de facto seja um grande espaço de mobilidade, apesar de saber que não será um acordo perfeito”, afirmou Jorge Bom Jesus, que viajou para Luanda.

O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe considera o acordo como sendo “um chapéu geral”, que será aplicado depois em função das especificidades de cada país.

“É um chapéu geral, mas depois haverá acordos bilaterais ou especificidade naturalmente de cada país”, acrescentou Jorge Bom Jesus.

O governante sublinhou ainda que a 13.ª Cimeira de Luanda que vai decorrer na sexta-feira e sábado, na capital angolana, vai permitir a “partilha de espaços físicos para abordagem de aspetos gerais e questões mais especificas nos tempos de retoma e resiliência”, passados os períodos mais difíceis da pandemia de covid-19.

“Temos que juntar as forças para encontrarmos novas soluções para velhos problemas estruturais, sobretudo do ponto de vista económico”, salientou o primeiro-ministro são-tomense, que viajou para a capital angolana acompanhado da ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Edite Tenjua.

“As comunidades são precisamente para juntarmos as forças e enfrentar os problemas porque eles são comuns, daí as soluções também têm que ser comuns”, acrescentou.

O governante explicou que vai levar também para a cimeira a sua experiência de combate à pandemia de covid-19, considerando que os resultados alcançados no combate à doença “são bastante aceitáveis, satisfatórios”.

“Temos a situação estabilizada, controlada, já vamos no terceiro processo de vacinação e essas experiências serão partilhadas”, adiantou Jorge Bom Jesus, sublinhando que a participação do país no evento ao nível do chefe do Governo e do Presidente da República será “uma mais-valia”.

O chefe do executivo são-tomense disse que o país “vai ter uma participação na plenitude” na cimeira, à margem da qual vai ter encontros bilaterais para discutir a cooperação.

“Nós já agendamos alguns com alguns países para vermos as questões mais específicas com Angola, país com o qual nós partilhamos vários dossiers económicos, da dívida, investimentos nas áreas dos combustíveis e outros investimentos estratégicos”, explicou o primeiro-ministro.

O Presidente da República, Evaristo Carvalho, desloca-se na quinta-feira a Luanda para participar na cimeira.

Angola assumirá oficialmente a presidência rotativa da CPLP durante a cimeira, sucedendo a Cabo Verde, que teve o seu mandato prolongado por mais um ano, a pedido do governo angolano devido à pandemia de covid-19.

O lema da presidência de Angola é “Construir e fortalecer um Futuro Comum e Sustentável”.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP.

MYB // LFS

By Impala News / Lusa

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