Transportes em Odivelas com oferta suficiente para procura às primeiras horas do dia

O movimento no terminal rodoviário do Senhor Roubado, em Odivelas, no dia em que a Área Metropolitana de Lisboa reforçou o número de transportes, está longe dos dias antes da pandemia, sendo a oferta suficiente para a procura.

Transportes em Odivelas com oferta suficiente para procura às primeiras horas do dia

Transportes em Odivelas com oferta suficiente para procura às primeiras horas do dia

O movimento no terminal rodoviário do Senhor Roubado, em Odivelas, no dia em que a Área Metropolitana de Lisboa reforçou o número de transportes, está longe dos dias antes da pandemia, sendo a oferta suficiente para a procura.

O movimento no terminal rodoviário do Senhor Roubado, em Odivelas, no dia em que a Área Metropolitana de Lisboa reforçou o número de transportes, está longe dos dias antes da pandemia, sendo a oferta suficiente para a procura. Pelas 08:30, no local de onde chegam e partem várias carreiras das zonas limítrofes de Lisboa, como Oeiras, Loures ou Caneças e onde se encontra também o Metro, nomeadamente a Linha Amarela, o número de pessoas não faz encher nem os autocarros da Carris, nem os da Rodoviária de Lisboa.

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Os únicos aglomerados de pessoas que a reportagem da agência Lusa constatou no local aconteceram quando dois ou três autocarros chegaram ao mesmo tempo e o átrio de entrada para o Metro ficou com mais passageiros, ou junto aos torniquetes ou às bilheteiras.

Foram só nesses momentos que o distanciamento ficou um pouco comprometido, ainda que todas as pessoas se encontrassem a cumprir o uso de máscara obrigatória e acediam aos conselhos de cumprir as distâncias por parte do segurança presente no local.

O Metro, ao contrário do que se assistia em fevereiro deste ano, passava com uma cadência de quatro a oito minutos e sempre com lugares vazios, quer no sentido de Odivelas, quer no sentido do Rato, em Lisboa.

A maioria dos utentes sai em passo apressado do autocarro e segue na direção do metro, Lucília Gonçalves é uma dessas pessoas que chega ao terminal vinda de casa e segue de Metro para o trabalho.

“Todos os dias uso os transportes. Desde 18 de maio que estou de regresso ao trabalho. Hoje já reparei que há menos pessoas nas camionetas, acho que há mais transportes. Melhorou hoje, nota-se uma diferença, parece que deve haver mais transportes porque há menos pessoas dentro das camionetas, nos últimos dias não se conseguia o distanciamento”, observou Lucília Gonçalves.

A Área Metropolitana de Lisboa (AML) reforçou a partir de hoje a oferta de transportes públicos, sobretudo de autocarros, permitindo que a capacidade fique a 90% da que existia no mesmo período do ano passado.

Lucília Gonçalves refere que, no Metropolitano, o distanciamento social consegue-se cumprir consoante as horas.

“Numa percentagem de zero a dez está aí um seis”, explicou, lembrando que, desde que começou a trabalhar, o “fluxo de pessoas tem vindo a aumentar” de dia para dia.

“Consigo lugar sentada no metro, mas não com o distanciamento. As pessoas ocupam os quatro lugares, tentam não tocar umas nas outras”, disse a utente, lembrando, no entanto, que antigamente às horas em que anda, não havia sequer lugar para se sentar.

“Quando entro às oito da manhã, tenho de ir mais cedo e há menos pessoas nos transportes”, referiu, sublinhando que, uma hora depois já há mais pessoas.

Daniela Oliveira também apanha o Metro na estação do Senhor Roubado para ir trabalhar no centro de Lisboa e disse à Lusa que às primeiras horas da manhã as composições e os átrios “não têm estado mal, mas às seis da tarde é pior”, apesar de “não estar cheio como antigamente, como é obvio”.

No entanto, reconhece que “para a pandemia que atravessamos não é suficiente para o distanciamento”. “Continuam a haver pessoas na carruagem sem máscara e sabem que não têm e sabem que podem ser multadas e nada fazem”, desabafou.

A generalidade de Portugal Continental entra hoje em situação de alerta devido à pandemia de covid-19, com exceção da AML, que passará para o estado de contingência.

Dentro da AML, que é constituída por 18 municípios, 19 freguesias de cinco concelhos continuarão em estado de calamidade, já que, segundo disse o primeiro-ministro na semana passada, é onde se concentra agora “o foco de maior preocupação de novos casos [de infeção] registados”.

As 19 freguesias que vão permanecer em estado de calamidade são: Santa Clara (Lisboa), as quatro freguesias do município de Odivelas (Odivelas e as uniões de freguesias de Pontinha e Famões, Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto, e Ramada e Caneças), as seis freguesias do concelho da Amadora (Alfragide, Águas Livres, Encosta do Sol, Mina de Água, Venteira e União de Freguesias de Falagueira e Venda Nova), seis freguesias de Sintra (uniões de freguesias de Queluz e Belas, Massamá e Monte Abraão, Cacém e São Marcos, Agualva e Mira Sintra, Algueirão-Mem Martins e a freguesia de Rio de Mouro) e duas freguesias de Loures (uniões de freguesias de Sacavém e Prior Velho, e de Camarate, Unhos e Apelação).

Nestas freguesias foram impostas medidas especiais de confinamento, como o “dever cívico de recolhimento domiciliário”, ou seja, as pessoas só devem sair de casa para ir trabalhar, ir às compras, praticar desporto ou prestar auxílio a familiares.

Os ajuntamentos ficam limitados a cinco pessoas e estão proibidas as feiras e mercados de levante.

Também hoje no terminal do Senhor Roubado a PSP estiveram elementos da Esquadra de Trânsito da Divisão Policial de Loures numa ação de sensibilização e fiscalização dos transportes públicos.

À Lusa, o chefe Romeu Germano explicou que a ação insere-se no âmbito das novas medidas que estão a ser aplicadas às 19 freguesias da AML e que tudo tem “decorrido dentro da normalidade”.

Os autocarros foram mandados parar pouco antes de chegarem ao terminal onde largam os passageiros, os agentes de autoridade entraram e explicaram aos motoristas e passageiros que se trata de uma ação de sensibilização para o uso de máscara e para que o distanciamento dentro dos transportes públicos seja cumprido.

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