Covid-19: Trabalho “nunca mais será igual” pós-pandemia

A responsável do Global Operation Center da Altice Portugal, Manuela Coutinho, considera que o método de trabalho “nunca mais será igual” após o fim da pandemia do novo coronavírus, que levou grande parte das empresas a optar por teletrabalho.

Covid-19: Trabalho

Covid-19: Trabalho “nunca mais será igual” pós-pandemia

A responsável do Global Operation Center da Altice Portugal, Manuela Coutinho, considera que o método de trabalho “nunca mais será igual” após o fim da pandemia do novo coronavírus, que levou grande parte das empresas a optar por teletrabalho.

A responsável do Global Operation Center da Altice Portugal, Manuela Coutinho, considera que o método de trabalho “nunca mais será igual” após o fim da pandemia do novo coronavírus, que levou grande parte das empresas a optar por teletrabalho. O Global Operation Center de Picoas, em Lisboa, que gere e supervisiona todas as redes do grupo Altice Portugal, conta com cerca de 180 pessoas.

A meio de uma manhã normal estariam a trabalhar cerca de 100 pessoas no local, agora, com a maior parte a trabalhar remotamente, não chegam a uma dezena, na sequência da pandemia da covid-19. “Estou convencida de que nunca mais será igual”, afirmou Manuela Coutinho, quando questionada sobre se a forma de trabalhar vai mudar após a pandemia.

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“Quando temos situações críticas ou de crise, nós recorremos ao ‘war room’ [sala de controlo] e muitas vezes estamos com as pessoas que estão no terreno em audioconferência (…). Hoje em dia, diria que o Teams [Microsoft] é uma ferramenta muito mais poderosa do que estarmos em áudio com as equipas que estão remotas”, disse.

Ou seja, esta ferramenta permite que as pessoas se vejam, troquem documentos, além de poderem atender ou fazer chamadas, algo que era impossível quando estavam só em audioconferência. O grande desafio profissional face a pandemia “foi ter de gerir equipas remotamente”, algo que antes nunca tivera de fazer, explicou.

“Isto foi um longo trabalho”

“Pontualmente, as pessoas podem sempre recorrer ao teletrabalho, é algo que a empresa possibilita aos colaboradores, mas não é normal ter uma equipa de supervisão inteira a poder trabalhar cerca de 80% a 90% das pessoas remotamente”, prosseguiu.

“É algo que não sabíamos sequer ser possível” e “tal só foi possível graças ao empenho da nossa equipa de IT [informáticos]”, sublinhou, apontando a importância da área informática para que fossem criadas as condições para o desempenho do teletrabalho.

“Os nossos técnicos responsáveis pela equipa IT conseguiram-nos disponibilizar os portáteis necessários para podermos trabalhar remotamente. Depois houve a questão também relacionada com a VPN, para podermos aceder remotamente às aplicações todas a que precisávamos aceder”, tal qual estivessem fisicamente no Global Operations Center.

“Isto foi um longo trabalho. Nós começámos este trabalho a nível da supervisão a partir de 26 de fevereiro. Portanto, foi um longo trabalho de adaptação a estas novas ferramentas de trabalho”, prosseguiu. Entre as ferramentas utilizadas para comunicarem entre si, Manuela Coutinho destacou o Teams ou o Skype empresarial.

“Agora fazemos vídeos com as pessoas, falamos com elas, partilhamos os projetos, fazemos à mesma reuniões como fazíamos aqui presencialmente e é muito interessante ver que os projetos continuam a andar”, salientou a responsável.

Além disso, sublinhou, todas as terças-feiras envia um ‘email’ aos seus colaboradores a contar o que foi feito de relevante em todas as equipas das 190 pessoas (centros de Picoas, Covilhã e Linda-a-Velha) na semana anterior, uma forma de os pôr a par dos projetos e passar a mensagem de que as coisas continuam a acontecer.

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