Covid-19: Rui Rio duvida da eficácia das medidas adotadas para combater pandemia

O presidente do PSD duvida da “eficácia” das medidas implementadas, considerando que o recolher obrigatório durante o fim de semana poderá ter o “efeito contrário” ao que se pretende.

Covid-19: Rui Rio duvida da eficácia das medidas adotadas para combater pandemia

Covid-19: Rui Rio duvida da eficácia das medidas adotadas para combater pandemia

O presidente do PSD duvida da “eficácia” das medidas implementadas, considerando que o recolher obrigatório durante o fim de semana poderá ter o “efeito contrário” ao que se pretende.

O presidente do PSD, Rui Rio, disse hoje duvidar da “eficácia” das medidas implementadas para combater a pandemia da covid-19, considerando que o recolher obrigatório durante o fim de semana poderá ter o “efeito contrário” ao que se pretende.

“Não quero fazer uma oposição declarada a algo que é muito difícil, mas tenho alguma dificuldade em entender a eficácia”, afirmou hoje Rui Rio.

À margem de uma reunião com a Confederação Empresarial de Portugal – CIP, Rui Rio disse não entender a eficácia de algumas medidas, em particular, as que restringem a circulação e impõem o recolher obrigatório nos 121 concelhos.

“O facto de não se poder estar nas ruas entre as 23:00 e as 05:00 claro que trava a passagem da pandemia, mas é entre as 23:00 e as 05:00 que na rua se passa a pandemia? não será tanto assim”, questionou o social-democrata.

Rui Rio questionou ainda a eficácia da medida de recolher obrigatório entre as 13:00 e 05:00 aos fins de semana, considerando que a mesma, em particular aos sábados, poderá ter “o efeito contrário aquilo que se pretende”.

“Ao sábado, tenho receio que isso possa ser até um pouco pior porque pode concentrar no sábado de manhã as compras semanais que as famílias normalmente fazem”, referiu, dizendo, no entanto, querer “manter o sentido de estado”.

“Quero manter o sentido de estado, mas duvido um pouco da eficácia das medidas, da maneira como estão desenhadas”, salientou.

A propósito da reunião com a CIP e de outra que teve com o setor da restauração, Rui Rio considerou que as medidas de combate à pandemia têm de encontrar “uma situação de equilíbrio”.

“Por um lado, queremos que os restaurantes abram para poder vender, faturar, para as pessoas terem emprego e, por outro lado, queremos que os restaurantes fechem para as pessoas não se encontrarem e não passarem o vírus uns aos outros. Isto é uma equação praticamente sem solução agradável”, sublinhou.

Aos jornalistas, Rui Rio avançou que dentro de dois dias terá uma reunião para rever as propostas que o partido vai apresentar de apoio às empresas para o Orçamento de Estado de 2021 e que as mesmas “estão dentro daquilo que é a linha que a CIP defende e o setor da restauração”.

Portugal entrou hoje em estado de emergência, desde as 00:00 até 23 de novembro, para combater a pandemia de covid-19, impondo entre outras medidas o recolher obrigatório noturno em 121 concelhos com mais casos de infeção.

Esta medida de proibição de circulação na via pública entre as 23:00 e as 05:00 em dias de semana e, nos próximos dois fins de semana, a partir das 13:00 é aplicada nos 121 concelhos considerados de risco elevado de transmissão da covid-19.

Entre estes municípios, que abrangem 70% da população residente, incluem-se todos os concelhos das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.

A medida foi aprovada em Conselho de Ministros extraordinário realizado no sábado à noite e prevê exceções como deslocações para o trabalho, regresso ao domicílio, situações de emergência, passeio higiénico na proximidade da habitação ou passeio de animais.

Na semana passada, o Governo já tinha aprovado outras medidas para conter a pandemia no continente como grupos em restaurantes limitados a seis pessoas, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.255.803 mortos em mais de 50,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.959 pessoas dos 183.420 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

 

 

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