Covid-19: Reino Unido registou 6.914 novas infeções e 59 mortes e impõe mais restrições

O Reino Unido registou 6.914 novas infeções e mais 59 mortes de covid-19 nas últimas 24 horas, anunciou hoje o Ministério da Saúde britânico.

Covid-19: Reino Unido registou 6.914 novas infeções e 59 mortes e impõe mais restrições

Covid-19: Reino Unido registou 6.914 novas infeções e 59 mortes e impõe mais restrições

O Reino Unido registou 6.914 novas infeções e mais 59 mortes de covid-19 nas últimas 24 horas, anunciou hoje o Ministério da Saúde britânico.

Londres, 01 out 2020 (Lusa) – O Reino Unido registou 6.914 novas infeções e mais 59 mortes de covid-19 nas últimas 24 horas, anunciou o Ministério da Saúde britânico, que hoje também confirmou mais restrições em Liverpool e várias cidades do norte de Inglaterra.

Na quarta-feira tinham sido registados 7.108 novos casos e 71 mortes.

O total acumulado desde o início da pandemia de covid-19 no Reino Unido é agora de 460.178 de casos de contágio confirmados e de 42.202 óbitos num período de 28 dias após um teste positivo.  

O ministro da Saúde, Matt Hancock, anunciou mais restrições na cidade de Liverpool, bem como em Warrington, Middlesbrough e Hartlepool, igualmente no norte de Inglaterra, para tentar reduzir taxas de infeção com o novo coronavírus.

Segundo Hancock, em Liverpool foram registados 268 casos por 100 mil habitantes, pelo que o Governo proibiu a socialização entre pessoas de agregados familiares diferentes em espaços interiores, embora seja possível fazê-lo ao ar livre.

O ministro fez o anúncio hoje na abertura de um debate no parlamento sobre o impacto do encerramento antecipado de bares e restaurantes para as 22:00 (mesma hora em Lisboa) para tentar controlar a pandemia. 

Além desta medida, proibiu ajuntamentos de mais de seis pessoas, recomendou o teletrabalho para quem puder e o uso de máscaras na maioria dos espaços públicos interiores e introduziu multas de entre 1.000 libras (1.102 euros) e 10.000 libras (11.020 euros) para quem não ficar em isolamento se tiver sintomas ou receber um teste positivo.

“Tivemos que tomar decisões difíceis, mas necessárias, para suprimir o vírus. A única alternativa para suprimir o vírus é deixá-lo espalhar sem controlo e eu não farei isso. Portanto, embora eu saiba que muitas das regras individuais são difíceis, elas são necessárias e há alguns primeiros sinais de que estão a funcionar”, disse aos deputados.

Hancock referia-se a um estudo académico publicado hoje pelo governo concluiu que a prevalência de covid-19 em Inglaterra quadruplicou num mês, mas que a infeção parece estar a desacelerar.

Realizado pelas universidades Imperial College London e Imperial College, o estudo concluiu que entre 18 e 26 de setembro a prevalência de infeções era de 0,55% tendo em conta que 363 dos 84.610 testes realizados foram positivos, significativamente acima dos 0,125% registados em agosto, quando 136 dos 152,909 testes deram positivo. 

Porém, o índice de transmissibilidade efetivo (Rt) em Inglaterra para o período entre 20 de agosto e 26 de setembro caiu para 1,47 em setembro, abaixo do valor de 1,7 estimado em agosto, e os autores indicam que, se forem usados os dados da semana de 18 a 26 de setembro, o Rt ficaria em 1,1.

“Embora os nossos últimos resultados mostrem alguns indícios iniciais de que o crescimento de novos casos pode ter diminuído, sugerindo que os esforços para controlar a infeção estão a funcionar, a prevalência da infeção é a mais alta que registámos até agora”, sublinhou o epidemiólogo Paul Elliott. 

 

BM // EL

By Impala News / Lusa

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