Covid-19: PEV quer reforço de transportes públicos, SNS e psicólogos

O PEV defendeu hoje a normalização da vida em quotidiana, sem regresso a restrições devido à pandemia, defendendo “uma forte comunicação” e o reforço dos transportes públicos, do SNS e de psicólogos em escolas e centros de saúde.

Covid-19: PEV quer reforço de transportes públicos, SNS e psicólogos

Covid-19: PEV quer reforço de transportes públicos, SNS e psicólogos

O PEV defendeu hoje a normalização da vida em quotidiana, sem regresso a restrições devido à pandemia, defendendo “uma forte comunicação” e o reforço dos transportes públicos, do SNS e de psicólogos em escolas e centros de saúde.

À saída da reunião com o primeiro-ministro, António Costa, a propósito da evolução da pandemia de covid-19, a deputada e dirigente do PEV, Mariana Silva, rejeitou que “se feche ou alguma coisa ou que tenha alguma restrição de horário porque há todas as condições” para, mantendo as precauções, se continuar com o “dia a dia” em Portugal.

“Consideramos que é necessário continuar a normalizar os nossos dias, tendo uma forte comunicação no que diz respeito às medidas que temos de continuar a tomar, de uso de máscara, de arejamento dos espaços”, começou por defender.

Na perspetiva da deputada de “Os Verdes”, para que estas medidas de proteção possam ser tomadas é necessário “continuar e reforçar a fiscalização dos locais do trabalho”, além de reforçar “os transportes públicos e o SNS”.

No caso do Serviço Nacional de Saúde, em concreto no que diz respeito à administração da terceira dose da vacina, pedindo “mais profissionais que possam acompanhar este processo de vacinação e possam acompanhar também todas as outras necessidades e respostas do SNS”.

“Também transmitidos a nossa preocupação sobre a saúde mental e o reforço de psicólogos nas escolas e nos centros de saúde para que o cansaço que todos sentimos possa ser analisado e prevenido para no futuro não termos problemas mais graves”, pediu.

Na perspetiva de Mariana Silva, o Governo “tem todas as condições para tomar estas medidas”, uma vez que o Orçamento do Estado para este ano tem até “dezembro para ser cumprido” e “não será necessária qualquer alteração”.

“Pensamos que a comissão permanente será suficiente no que diz respeito aos próximos momentos”, respondeu quando questionada sobre a necessidade de um quadro jurídico específico devido à dissolução do parlamento, uma questão que disse não ter sido abordada na sua reunião com o Governo.

Hoje, antes de iniciar esta ronda com os partidos, numa breve declaração aos jornalistas à margem do 9.º Congresso Nacional dos Economistas, em Lisboa, António Costa recusou antecipar novas medidas para conter a pandemia de covid-19, remetendo um eventual anúncio para quinta-feira, quando se reúne o Conselho de Ministros, e depois de consultados os partidos.

“Hoje não é dia de falar, hoje é dia de ir ouvir os partidos, amanhã continuar a ouvir os partidos e quinta-feira falarei”, disse o primeiro-ministro.

O primeiro-ministro, António Costa, recebe, entre hoje e quarta-feira, os partidos com representação parlamentar sobre a situação epidemiológica em Portugal, num momento em que o país regista um crescimento das taxas de incidência e de transmissão (Rt) da covid-19, antes de o Governo aprovar medidas.

Para além do chefe do executivo, estão nestas reuniões a ministra de Estado e da Presidência Mariana Vieira da Silva, a ministra da Saúde, Marta Temido, e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.

JF/TA (FM) // JPS

By Impala News / Lusa

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