Covid-19: Irlanda vai acelerar desconfinamento — PM

A Irlanda vai acelerar o desconfinamento imposto a 28 de março para travar a propagação do novo coronavírus, iniciando já na segunda-feira a “fase dois” do plano, anunciou hoje o primeiro-ministro, Leo Varadkar.

Covid-19: Irlanda vai acelerar desconfinamento -- PM

Covid-19: Irlanda vai acelerar desconfinamento — PM

A Irlanda vai acelerar o desconfinamento imposto a 28 de março para travar a propagação do novo coronavírus, iniciando já na segunda-feira a “fase dois” do plano, anunciou hoje o primeiro-ministro, Leo Varadkar.

“Estamos a progredir, vamos na direção certa. E conquistámos o direito a ter esperança no futuro”, disse Varadkar numa conferência de imprensa em Dublin.

A Irlanda, de 4,9 milhões de habitantes, totaliza 1.664 mortes e 25.142 casos de infeção desde o início da pandemia provocada pelo novo coronavírus, segundo números oficiais.

Nas últimas semanas, o número de novos casos reduziu-se claramente, com menos de 100 novas infeções em 19 dos últimos 20 dias, e a 25 de maio não se registou qualquer morte associada à covid-19.

Leo Varakdar disse que, a partir de segunda-feira, o Governo vai autorizar a reabertura dos estabelecimentos comerciais ainda encerrados, com exceção dos centros comerciais, que terão de esperar por 15 de junho, quando, no plano inicial, tinham a reabertura prevista apenas para 10 de agosto.

O lema adotado para a fase atual, “Fique em casa”, passará para “Fique na sua zona”.

As deslocações dentro do condado de residência passam a ser livres e a distância limite para passear ou fazer exercício ao ar livre passa de cinco para 20 quilómetros em relação à residência.

Todas as deslocações no território irlandês serão permitidas a partir de 29 de junho.

Também a partir de segunda-feira, 08 de junho, voltam a ser permitidas as visitas a casa dos maiores de 70 anos e doentes crónicos, até agora em isolamento, desde que seja mantida a distância de segurança e se utilizem equipamentos de proteção individual.

São também autorizadas reuniões, em casa ou no espaço público, de até seis pessoas, e de até 15 pessoas para exercício ao ar livre, e os parques infantis podem reabrir.

Até 25 pessoas poderão assistir aos funerais, contra 10 atualmente.

“O verão não está perdido e pode ser um verão de esperança se conseguirmos manter o vírus à distância. Queremos ver o regresso do turismo interno e a reabertura de hotéis, restaurantes, parques de campismo, galerias e museus a partir de 29 de junho”, disse Varadkar.

A Irlanda iniciou a 18 de maio a primeira fase de desconfinamento, autorizando a reabertura de algumas lojas e o regresso ao trabalho dos que exercem a profissão ao ar livre.

Varadkar afirmou hoje que a estratégia para conter a pandemia está a funcionar, pelo que “o roteiro” de desconfinamento, inicialmente planeado com cinco fases, passa para quatro.

O primeiro-ministro irlandês explicou que a segunda fase, que se inicia na próxima segunda-feira, incorpora algumas medidas inicialmente previstas para a terceira fase, para acelerar a reativação económica do país.

A manter-se a situação epidemiológica, disse o primeiro-ministro, a terceira fase começará a 29 de junho, com a reabertura dos restaurantes, locais de culto, museus e galerias, e a quarta a 20 de julho, mas certas medidas, como a proibição de grandes eventos, mantêm-se em vigor até agosto.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 387 mil mortos e infetou mais de 6,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,8 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.465 pessoas das 33.969 confirmadas como infetadas, e há 20.526 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 3,1 milhões, contra mais de 2,2 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 173 mil, contra mais de 181 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

MDR // FPA

By Impala News / Lusa

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