Covid-19: Impasse de última hora impede aprovação de ajudas pelo Senado dos EUA

Os líderes republicano e democrata no Senado norte-americano estão a procurar resolver um impasse de última hora, que está a impedir a aprovação de um conjunto de medidas destinadas a empresas, trabalhadores e sistemas de saúde afetados pela covid-19.

Covid-19: Impasse de última hora impede aprovação de ajudas pelo Senado dos EUA

Covid-19: Impasse de última hora impede aprovação de ajudas pelo Senado dos EUA

Os líderes republicano e democrata no Senado norte-americano estão a procurar resolver um impasse de última hora, que está a impedir a aprovação de um conjunto de medidas destinadas a empresas, trabalhadores e sistemas de saúde afetados pela covid-19.

As propostas em cima da mesa envolvem um financiamento inédito de dois biliões (milhão de milhões) de dólares (1,8 biliões de euros), montante que as torna o maior conjunto de apoios da história dos EUA.

A intenção é aliviar uma economia que está a evoluir para uma recessão, ou pior, e uma nação que enfrenta um custo pesado de uma infeção que já provocou 20 mil mortes a nível mundial.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, questionado sobre qual o período de tempo que a economia se manteria à tona de água (sem entrar em recessão), graças às medidas, respondeu: “Antecipamos três meses. Mas esperamos que não vamos precisar disto (as medidas) tanto tempo”.

A evidenciar a dimensão do conjunto de meios envolvidos, o financiamento das medidas é igual a metade do orçamento anual federal.

Mas a urgência proclamada por quase todos na aprovação das medidas foi confrontada com a tentativa de quatro senadores republicanos de introduzirem alterações de última hora.

Segundo o seu argumentário, a proposta legislativa que está para aprovação “incentiva os ‘lay-offs'” e deve ser alterada para garantir que os trabalhadores não ganhem mais dinheiro em ‘lay-off’ do que a trabalhar.

Uma situação de ‘lay-off corresponde a uma redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, como a define a Segurança Social portuguesa.

Em reação a esta pretensão dos republicanos, o senador independente Bernie Sanders, que está a disputar a nomeação presidencial pelos democratas, garantiu que bloquearia a aprovação da proposta se os republicanos não abandonarem as suas pretensões.

“O que estou a dizer é que o mesmo jogo pode ser jogado por dois”, disse Sanders, em declarações à AP.

Segundo um comunicado que colocou na sua página do Facebook, Sanders disse que estava pronto para “impor fortes condições ao fundo de 50 mil milhões de dólares para o bem-estar empresarial”.

O senador eleito pelo Estado do Vermont detalhou que qualquer empresa que tivesse acesso a este fundo “não poderia colocar trabalhadores em ‘lay-off’, reduzir salários ou benefícios, transferir empregos para o estrangeiro ou pagar salários de pobreza”.

No mercado bolsista, cujos principais índices fecharam hoje com um segundo dia consecutivo de ganhos, o que não acontecia há meses, foram perdendo força à medida que a sessão avançava e a aprovação do pacote de auxílios ia sendo sucessivamente adiada, devido a este impasse.

Wall Street está 27% abaixo dos recordes que fixou há um mês.

Se, e quando for aprovado pelo Senado, o conjunto de propostas segue para a Câmara dos Representantes, onde também terá de ser aprovado, antes de seguir para o presidente, para este assinar.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

RN // JPF

By Impala News / Lusa

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