Covid-19: Governo de São Tomé prorroga estado de calamidade e pede ao PR emergência para o Príncipe

O Governo são-tomense prorrogou hoje por mais 15 dias o estado de calamidade em São Tomé, propondo ao Presidente da República para decretar o Estado de Emergência para a ilha do Príncipe.

Covid-19: Governo de São Tomé prorroga estado de calamidade e pede ao PR emergência para o Príncipe

Covid-19: Governo de São Tomé prorroga estado de calamidade e pede ao PR emergência para o Príncipe

O Governo são-tomense prorrogou hoje por mais 15 dias o estado de calamidade em São Tomé, propondo ao Presidente da República para decretar o Estado de Emergência para a ilha do Príncipe.

Em comunicado hoje divulgado, o executivo anunciou o endurecimento das medidas de restrição na circulação dos cidadãos, para combater a propagação da Covid-19.

Entre as novas medidas adotadas pelo executivo, constam a suspensão das aulas do ensino noturno nos estabelecimentos escolar públicos e privados e a redução do horário de funcionamento dos serviços públicos para período único que passa a iniciar as 07horas e encerrar as 13 horas.

No comunicado lido pelo secretário de Estado da Comunicação Social, Adelino Lucas, o governo decretou também o “confinamento domiciliar obrigatório para pessoas com resultados de testes de Covid-19 positivos e dos contactos diretos como forma de diminuir o risco de contágio”.

De acordo com as autoridades, todos os cidadãos “a partir dos 10 anos de idade” são obrigados a usar máscaras nos espaços fechados, recintos escolares e nas viaturas publicas e privadas.

Estão autorizadas a realização de missas e cultos, mas “em dias alternados, com ocupação de 50% da capacidade de lotação das igrejas ou templos”.

O governo do primeiro ministro Jorge Bom Jesus proibiu, a partir de hoje, visitas aos doentes “internados nos serviços sintomáticos respiratórios, no hospital de campanha, a lares de idosos e aos reclusos nos estabelecimentos prisionais”.

A realização de desportos coletivos está proibida, assim como festas populares, piqueniques e vendas ambulantes nas praias.

Nas vias públicas não serão permitidas aglomerações superiores a oito pessoas.

O comunicado do governo refere ainda que “as instituições públicas e provadas devem garantir as condições essenciais de proteção individual dos funcionários e clientes e respeitar as orientações das autoridades sanitárias”.

Essas medidas associam-se a outras já em vigor, como o uso obrigatório e permanente de lavagem das mãos, obrigatoriedade de higienização e desinfeção frequente dos espaços públicos e privados e o distanciamento físico entre cidadãos.

O governo orienta as forças policiais para atuarem em caso de violação dessas medidas, podendo os cidadãos apanhados em infração incorrerem e multas ou levados aos tribunais e condenados de acordo com a lei em vigor.

Nos últimos 20 dias, São Tomé e Príncipe registou pelo menos 128 casos positivos do novo coronavírus, considerado pelo governo como “um aumento exponencial” de contaminação.

A pandemia de covid-19 provocou mais de dois milhões de mortes resultantes de 100 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

MYB // PJA

By Impala News / Lusa

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