Covid-19: Governo anuncia plano de realojamento de emergência na Área Metropolitana de Lisboa

O Governo vai criar um plano de realojamento de emergência para as pessoas que vivam em habitações precárias e sobrelotadas na Área Metropolitana de Lisboa, anunciou o primeiro-ministro.

Covid-19: Governo anuncia plano de realojamento de emergência na Área Metropolitana de Lisboa

Covid-19: Governo anuncia plano de realojamento de emergência na Área Metropolitana de Lisboa

O Governo vai criar um plano de realojamento de emergência para as pessoas que vivam em habitações precárias e sobrelotadas na Área Metropolitana de Lisboa, anunciou o primeiro-ministro.

“Trabalharemos para desenvolver um plano de realojamento de emergência para permitir a separação de pessoas que estejam infetadas das que não estão, tal como fizemos em relação a alguns lares”, afirmou o chefe de Governo aos jornalistas, no final da reunião de hoje do Conselho de Ministros, em Lisboa, que aprovou medidas para a terceira fase de desconfinamento no âmbito da pandemia da covid-19..

Sem adiantar muitos pormenores sobre a forma como este plano será desenvolvido, António Costa, ressalvou que não será aplicado com base no local da habitação, mas sim tendo em conta “as condições de habitabilidade”.

“Não devemos situar este problema neste ou naquele bairro, neste ou naquele concelho, nesta ou naquela zona, pois essa não é a natureza do problema. A natureza está bem identificada. Condições de habitabilidade onde um elevado número de pessoas partilha a mesma residência”, sublinhou.

A esse propósito, António Costa deu como exemplo o bairro da Jamaica, no concelho do Seixal, onde segundo o chefe do executivo o problema não tem a ver com as condições de habitabilidade especificas daquele bairro.

“De todas as informações recolhidas, o foco não teve a ver com as condições de habitabilidade naquele bairro. Há muitas situações, como por exemplo na cidade de Lisboa, de sobrelotação de alojamento que também são críticos”, concluiu.

Portugal contabiliza pelo menos 1.383 mortos associados à covid-19 em 31.946 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Relativamente ao dia anterior, há mais 14 mortos (+1%) e mais 350 casos de infeção (+1,1%).

O país entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

O Governo aprovou hoje novas medidas para entrarem em vigor na segunda-feira, 01 junho, com destaque para a abertura dos centros comerciais (à exceção da Área Metropolitana de Lisboa, que continuarão encerrados até, pelo menos, 04 de junho), dos ginásios, dos ATL ou das salas de espetáculos. Estas medidas juntam-se às que entraram em vigor no dia 18 de maio, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

O regresso das cerimónias religiosas comunitárias está previsto para este sábado, 30 de maio, e a abertura da época balnear para 06 de junho.

FAC // MLS

By Impala News / Lusa

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