Covid-19: FECTRANS alerta para despedimentos e defende testagem

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações alertou hoje os deputados para os despedimentos no setor devido à pandemia, defendendo a necessidade dos motoristas e carteiros fazerem frequentes testes à covid-19 porque contactam muitas pessoas.

Covid-19: FECTRANS alerta para despedimentos e defende testagem

Covid-19: FECTRANS alerta para despedimentos e defende testagem

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações alertou hoje os deputados para os despedimentos no setor devido à pandemia, defendendo a necessidade dos motoristas e carteiros fazerem frequentes testes à covid-19 porque contactam muitas pessoas.

O coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), José Manuel Oliveira, foi ouvido na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 e do processo de recuperação económica e social, a quem relatou as principais dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores dos transportes e das comunicações.

Na sua intervenção inicial, o sindicalista disse que na primeira fase da pandemia sucederam-se os atropelos à lei e aos direitos dos trabalhadores, nomeadamente na distribuição dos equipamentos de proteção individual, mas depois “a situação foi melhorando, graças à intervenção sindical”.

“Mas depois foram feitos centenas de despedimentos, nomeadamente em empresas que tiveram apoios para lay-off”, afirmou, considerando que a redução do emprego foi a principal consequência da pandemia no setor.

José Oliveira salientou ainda os custos do teletrabalho para os trabalhadores, sobretudo os dos centros de contacto telefónico, que “passaram a ter de pagar para trabalhar, apesar de terem salários muito baixos”.

O sindicalista alertou ainda para a falta de medidas essenciais para prevenir a covid-19 e defendeu, nesse sentido, “a testagem com grande frequência” dos trabalhadores dos transportes e das comunicações, como os motoristas e os carteiros, “que contactam diariamente com centenas de pessoas, mas não são testados frequentemente”.

Embora a audição da FECTRANS, que decorreu de forma presencial e por videoconferência, tenha sido pedida pelo PCP, todos os grupos parlamentares participantes colocaram várias questões a José Manuel Oliveira, Com o objetivo de saber se os direitos dos trabalhadores estão a ser acautelados, assim como a proteção da sua saúde.

PCP, Bloco de Esquerda e PSD perguntaram se os transportes publicos estão a cumprir a regra, da Direção Geral de Saúde, de circular apenas com um terço da lotação, se são limpos e desinfetados regularmente, se são feitos testes aos trabalhadores periodicamente.

O deputado do PS André Batista agradeceu e elogiou o papel dos trabalhadores dos transportes e comunicações durante a pandemia, considerando que estes também estiveram “na linha da frente”, a par dos trabalhadores da saúde e do setor social, integrando o “contigente de garante de funcionamento do país”.

Aliás, todos os grupos parlamentares salientaram a importância dos motoristas dos transportes públicos e de mercadorias e das comunicações.

O líder da FECTRANS respondeu que a oferta de transportes públicos não corresponde às necessidades dos utentes e não respeita as regras da lotação nesta fase de pandemia, até porque algumas empresas não têm pessoas suficiente, como é o caso da CP.

Os testes de rastreio à covid-19 também não são feitos com regularidade, assim como a higienização e desinfeção dos transportes, disse o sindicalista, embora reconhecendo que a situação não é igual em todas as empresas.

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By Impala News / Lusa

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