Covid-19: Estados Unidos aprovam 274 milhões de dólares de ajuda a países africanos

A administração norte-americana vai apoiar vários países africanos, incluindo Angola e Moçambique, com 274 milhões de dólares (254 milhões de euros) destinados a ajuda médica e humanitária no âmbito da luta contra a pandemia de covid-19 em África.

Covid-19: Estados Unidos aprovam 274 milhões de dólares de ajuda a países africanos

Covid-19: Estados Unidos aprovam 274 milhões de dólares de ajuda a países africanos

A administração norte-americana vai apoiar vários países africanos, incluindo Angola e Moçambique, com 274 milhões de dólares (254 milhões de euros) destinados a ajuda médica e humanitária no âmbito da luta contra a pandemia de covid-19 em África.

De acordo com informação divulgada hoje pela administração norte-americana, o Departamento de Estado e a agência para a ajuda ao desenvolvimento dos Estados Unidos da América USAID aprovaram, para este fim, um envelope financeiro inicial de 274 milhões de dólares, além dos cerca de 90 milhões de dólares (83 milhões de euros) já destinados a várias agências das Nações Unidas.

Entre estas agências estão a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Daquele valor cerca de 100 milhões de dólares (92 milhões de euros) são provenientes do fundo da USAID para as emergências de saúde e 110 milhões (101 milhões de euros) do fundo de apoio a catástrofes.

Os apoios serão disponibilizados a mais de 60 países, na sua maioria países africanos, entre os quais de contam os lusófonos Angola e Moçambique, que receberão 570 mil dólares (528 mil euros) e 2,8 milhões de dólares (2,5 milhões de euros), respetivamente.

O apoio a Angola destina-se a melhorar as comunicações, o acesso das populações a água e saneamento e à prevenção de infeções em algumas dos principais serviços de saúde do país.

Este valor soma-se à assistência de longa duração dos Estados Unidos ao país e que somou 1,48 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) nos últimos 20 anos.

Moçambique receberá 2,8 milhões de dólares em ajuda de emergência com os mesmo fins, valor que se soma aos 3,8 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros) em ajuda médica e 6 mil milhões de dólares (5,5 mil milhões de euros) em apoio ao desenvolvimento gastos no país nas últimas duas décadas.

Burkina Faso (2,1 milhões de dólares), Camarões (1,4 milhões), Costa do Marfim (1,6 milhões), Etiópia (1,85 milhões), Quénia (1 milhão), Nigéria (7 milhões), Ruanda (1 milhão), Senegal (1,9 milhões), África do Sul (2,77 milhões), Tanzânia (1 milhão), Zâmbia (1,87 milhões) e Zimbabué (470 mil dólares), Marrocos (670 mil) e Tunísia (700 mil) foram outros países beneficiados pelos fundos norte-americanos.

Além dos apoios destinados a combater a pandemia provocada pelo novo coronavírus, os Estados Unidos da América (EUA) aprovaram ainda ajuda humanitária para a República Centro-Africana (3 milhões de dólares), República Democrática do Congo (6 milhões), Líbia (6 milhões) Somália (7 milhões), Sudão do Sul (8 milhões) e Sudão (8 milhões).

Fora de África, foram aprovados 15,5 milhões de dólares de ajuda ao Iraque e 16,8 milhões para a Síria.

“Os investimentos dos EUA ao abrigo da Agenda Global de Segurança da Saúde, incluindo os contributos para a resposta global à crise, destinam-se a proteger a população norte-americana, ajudando a minimizar a propagação da doença nos países afetados e a melhorar as respostas locais e globais aos surtos de doenças infecciosas”, adiantou a administração norte-americana em comunicado.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 55 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 200 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

A pandemia afeta já 50 dos 55 países e territórios africanos, com mais de 7.000 infeções e 280 mortes, segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).

 

CFF // LFS

By Impala News / Lusa

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