Covid-19: AMRR acusa Governo de discriminar setor do retalho não alimentar

A Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) disse hoje que “não é compreensível que o horário do retalho não alimentar tenha horários mais restritos que o retalho alimentar”, considerando que o Governo está a discriminar o setor.

Covid-19: AMRR acusa Governo de discriminar setor do retalho não alimentar

Covid-19: AMRR acusa Governo de discriminar setor do retalho não alimentar

A Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) disse hoje que “não é compreensível que o horário do retalho não alimentar tenha horários mais restritos que o retalho alimentar”, considerando que o Governo está a discriminar o setor.

Em comunicado, numa reação às decisões hoje anunciadas pelo Governo após o Conselho de Ministros, sobre as restrições para responder à pandemia de covid-19, a AMRR sublinha que “já é tempo do Governo parar de discriminar o retalho não alimentar”.

A associação lamenta que “mais uma vez, não haja qualquer evolução positiva para o retalho não alimentar” que mantém a obrigatoriedade de encerrar às 15:30 aos fins de semana e feriados nos concelhos mais afetados pela pandemia.

“Começa a ser difícil perceber a razão de, num mesmo município, ser possível haver restaurantes abertos até às 22:30 — com o que se concorda -, supermercados até às 19:00 e o retalho não alimentar até às 15:30”, numa altura em que já foram realizadas quase 10 milhões de inoculações da vacina e em que a Ordem dos Médicos propõe a alteração da matriz, afirma a associação.

A AMRR “lamenta profundamente após meio ano de lojas encerradas e 10 meses de restrições com quebras no seu conjunto superiores a 50% da faturação” que se entre no segundo semestre do ano “com restrições severas no retalho não alimentar”.

Para o presidente da AMRR, Miguel Pina Martins, citado no comunicado, “torna-se ainda mais insustentável esta situação, quando as restrições são decididas sem qualquer apoio e após recusada legislação que permitiria equilibrar os contratos, ao nível das rendas”.

“Os lojistas estão cansados de ver os seus negócios definhar, não por não serem resilientes ou bons gestores, mas por medidas avulsas cujo alcance e sentido não se compreende e sem qualquer compensação. Os lojistas estão fartos de pagar sozinhos a crise”, acrescenta o líder da associação.

O Conselho de Ministros aprovou hoje uma resolução que prorroga a situação de calamidade até ao dia 25 de julho de 2021 e altera as medidas aplicáveis a determinados concelhos.

Nos 33 concelhos com risco muito elevado, o comércio a retalho alimentar continuna obrigado a encerrar às 19:00 e o não alimentar às 15:30 aos fins de semana e feriados.

Por seu lado, os restaurantes em concelhos de risco elevado ou muito elevado vão passar a ter de exigir certificado digital ou teste negativo à covid-19 a partir das 19:00 de sexta-feira e aos fins de semana para refeições no interior, decidiu hoje o Governo, pondo fim ao encerramento obrigatório a partir das 15:30 aos fins de semana e feriados.

DF // JNM

By Impala News / Lusa

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