Costa pede que ninguém olhe para sondagens para decidir em quem vota

O secretário-geral do PS fez um veemente apelo para que ninguém olhe para as sondagens a pensar em que vai votar no domingo e prometeu estar concentrado nos problemas reais das pessoas e não “em questiúnculas”.

Costa pede que ninguém olhe para sondagens para decidir em quem vota

Costa pede que ninguém olhe para sondagens para decidir em quem vota

O secretário-geral do PS fez um veemente apelo para que ninguém olhe para as sondagens a pensar em que vai votar no domingo e prometeu estar concentrado nos problemas reais das pessoas e não “em questiúnculas”.

António Costa falava no final de um comício com elevada assistência na Praça do Rossio, em pleno centro de Viseu, num discurso que abriu com elogios ao antigo campeão olímpico da maratona Carlos Lopes, que estava sentado na primeira fila, e à “entrega à militância do PS” do antigo ministro Jorge Coelho.

Na sua intervenção, tal como em anteriores comícios, o líder socialista considerou que nas eleições legislativas está em causa a continuidade do rumo seguido pelo atual Governo e a existência de estabilidade política em Portugal.

“Que ninguém se ponha a olhar para sondagens a pensar como vai votar, porque existem sondagens para todos os gostos: Um dia temos maioria absoluta, noutro dia estamos em queda, mas depois já estamos a recuperar. Nós só temos o resultado no próximo domingo. E o resultado que tivermos não é o resultado que as sondagens nos dão, mas o somatório do voto de cada um dos portugueses”, salientou.

Para afastar eleitores que eventualmente temam uma maioria absoluta do PS, optando assim por votar em outra força política, António Costa foi ainda mais direto na sua mensagem: “Não há contas a fazer, há votos a dar ao PS para mais quatro anos de estabilidade política”, argumentou.

Neste seu discurso, o secretário-geral do PS recordou também um episódio que se passou consigo na campanha para as eleições legislativas de 2015, em que encontrou a Dona Fernanda à porta de uma drogaria da rua Direita, em Viseu.

António Costa conversou com ela e, depois, percebeu que iria perder as eleições, porque a Dona Fernanda não acreditava naquilo que se propunha fazer.

Agora, quatro anos depois, segundo António Costa, a Dona Fernanda já acredita no Governo do PS.

“As donas Fernandas que desconfiaram de nós, aquilo que podemos dizer hoje é muito claro: Sim, nós devolvemos os salários antes cortados, devolvemos as pensões que tinham sido cortados, eliminámos a sobretaxa e poupámos aos portugueses 1000 mil de euros em IRS. E sim, nós temos o défice mais baixo da nossa democracia – e vamos continuar a baixar o défice e a dívida, tendo contas certas”, declarou.

PMF // JPS

By Impala News / Lusa

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