Costa pede acordo rápido no orçamento europeu para evitar crise institucional na UE

O PM falava no final de uma reunião com o chefe do Governo da Croácia, país que detém a presidência rotativa da UE, e antes do início da terceira cimeira dos “Amigos da Coesão”.

Costa pede acordo rápido no orçamento europeu para evitar crise institucional na UE

Costa pede acordo rápido no orçamento europeu para evitar crise institucional na UE

O PM falava no final de uma reunião com o chefe do Governo da Croácia, país que detém a presidência rotativa da UE, e antes do início da terceira cimeira dos “Amigos da Coesão”.

Beja, 01 fev 2020 (Lusa) – O primeiro-ministro português considerou hoje que a União Europeia tem de alcançar rapidamente um acordo sobre o orçamento europeu para os próximos sete anos para não prejudicar a economia dos Estados-membros e evitar uma nefasta crise institucional.

António Costa falava no final de uma reunião com o chefe do Governo da Croácia, Andrej Plenkovi, país que detém a presidência rotativa da União Europeia (UE), e antes do início da terceira cimeira dos “Amigos da Coesão”, que junta em Beja 17 Estados-membros da união.

Perante os jornalistas, António Costa deixou uma série de avisos, dizendo que “é importante” que um acordo em torno do Quadro Plurianual Financeiro (2021/2027) da União Europeia seja alcançado “o mais rapidamente possível”.

“Seria um mau sinal para a economia europeia que houvesse dúvidas em relação à continuidade do fluxo de financiamento de investimentos cuja realização são muito importantes, sobretudo quando se pretende levar a sério desafios como o das alterações climáticas, a transição digital e a melhoria da qualidade do emprego. É fundamental que haja um acordo rápido”, acentuou.

Mas o primeiro-ministro foi ainda mais longa nas suas advertências, defendendo que é necessário que haja “espírito de compromisso” e que estão em cima da mesa uma proposta da Comissão Europeia (1,1% do rendimento nacional bruto por Estado-membro) e outra do Parlamento Europeu (1,3% do rendimento nacional bruto), “a quem no final competirá aprovar esse orçamento”.

“Temos de fazer um esforço de aproximação entre a proposta da Comissão Europeia e a proposta do Parlamento Europeu, de forma a podermos encontrar um acordo institucional. Os tempos na Europa não estão para conflitos institucionais ou para divisões, estão para coesão”, frisou.

Depois, o primeiro-ministro português argumentou que a política coesão “beneficia todos os Estados-membros da União Europeia e, por isso, diz respeito a todos”.

“É a política que leva a União Europeia a cada cidade, a cada vila, a cada aldeia e a cada cidadão. Se quereremos mesmo uma Europa dos cidadãos, uma Europa próxima das pessoas e centrada na resolução dos problemas das pessoas, então temos de ter uma forte política de coesão”, disse.

PMF // VM

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS