Costa hoje no parlamento num debate já marcado pelo Orçamento

António Costa participa hoje em mais um debate parlamentar sobre política geral, quatro dias antes da apresentação do OE2022, esperando-se um discurso centrado na recuperação económica.

Costa hoje no parlamento num debate já marcado pelo Orçamento

Costa hoje no parlamento num debate já marcado pelo Orçamento

António Costa participa hoje em mais um debate parlamentar sobre política geral, quatro dias antes da apresentação do OE2022, esperando-se um discurso centrado na recuperação económica.

O primeiro-ministro participa hoje em mais um debate parlamentar sobre política geral, que ocorre quatro dias antes da apresentação do Orçamento para 2022, esperando-se um discurso centrado na recuperação económica do país pós-pandemia de covid-19. Este será o primeiro debate da presente sessão legislativa com a presença de António Costa, num momento em que Governo, PCP, PEV, Bloco de Esquerda e PAN ainda estão longe de concluir o processo negocial para a viabilização da proposta de Orçamento do Estado para 2022, documento que entrará na Assembleia da República na próxima segunda-feira.

Como salientou na quarta-feira o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, pela parte do Governo, o processo negocial do Orçamento com estas forças políticas (e com as duas deputadas não inscritas) deverá prolongar-se até à votação da proposta na generalidade, ou seja, até ao próximo dia 27.

Em termos políticos, ao longo dos últimos dias, o primeiro-ministro tem-se referido ao próximo ano como sendo de recuperação económica e social, mas ao mesmo tempo assinalando que a aprovação do Orçamento do Estado para 2022 é fundamental para dar sequência a essa recuperação. Em relação ao curso das negociações orçamentais com os parceiros parlamentares do PS, António Costa manifestou-se “otimista” em relação a mais uma aprovação do Orçamento à esquerda e com o PAN.

Um otimismo que, no entanto, foi contestado pelo Bloco de Esquerda, alegando que as suas principais reivindicações não foram ainda alvo de resposta por parte do executivo, e que também não é partilhado pelo PCP – partido que no ano passado foi fundamental para a viabilização do Orçamento para 2021. Perante estas posições de demarcação de dois dos parceiros de esquerda do PS no parlamento, o primeiro-ministro insistiu quarta-feira na sua posição de otimismo e optou por também ele deixar avisos, sobretudo ao Bloco de Esquerda.

Em declarações aos jornalistas na Eslovénia, António Costa não só reiterou a sua confiança num acordo, como disse mesmo esperar que este ano não suceda o que aconteceu no ano passado, quando o Bloco de Esquerda “se furtou a contribuir positivamente para o Orçamento, tendo votado ao lado da direita”. No plano estritamente político, o debate sobre política geral desta quinta-feira acontece uma semana depois da controvérsia em torno da intenção do ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, de exonerar o chefe de Estado Maior da Armada, Mendes Calado, substituindo-o pelo vice-almirante Gouveia e Melo — um processo que foi travado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a quem compete nos termos da lei a exoneração e nomeação de chefes militares.

O debate ocorre também dez dias após as eleições autárquicas de 26 de setembro, as quais o PS venceu em número de câmaras e de votos, mas perdeu a autarquia de Lisboa e registou uma quebra na generalidade dos principais centros urbanos, assistindo-se em contrapartida a um relativo reforço das posições do PSD a nível nacional. Interrogado sobre os sinais de desgaste no seu executivo, António Costa afastou qualquer remodelação do seu Governo a curto prazo, mas sugeriu também que no inverno “todos se refrescam”.

 

 

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