Costa hoje em Malta em defesa de mudanças nos cargos e na estratégia europeia

O primeiro-ministro participa, em Malta, numa cimeira dos Países do Sul da UE, onde estará com alguns dos principais aliados políticos nos processos de nomeação para cargos europeus.

Costa hoje em Malta em defesa de mudanças nos cargos e na estratégia europeia

Costa hoje em Malta em defesa de mudanças nos cargos e na estratégia europeia

O primeiro-ministro participa, em Malta, numa cimeira dos Países do Sul da UE, onde estará com alguns dos principais aliados políticos nos processos de nomeação para cargos europeus.

La Valletta, 14 jun 2019 – O primeiro-ministro participa hoje, em Malta, numa cimeira dos Países do Sul da União Europeia, onde estará com alguns dos seus principais aliados políticos nos processos de nomeação para cargos europeus e da agenda estratégica até 2024.

Nesta VI Cimeira dos Países do Sul da União Europeia, em La Valletta, além de António Costa estarão presentes os chefes de Estado e de Governo da França (Emmanuel Macron), Espanha (Pedro Sánchez) Itália (Giuseppe Conte), Grécia (Alexis Tsipras), Malta (Joseph Muscat) e Chipre (Nicos Anastasiades).

A reunião, que começa a meio da tarde e se prolonga por um jantar de trabalho, tem como primeiro ponto o “seguimento das eleições para o Parlamento Europeu e da reunião informal de chefes de Estado e de Governo de 28 de maio passado”.

Este é precisamente um processo em que António Costa tem estado na primeira linha, sendo um dos negociadores do grupo de seis líderes de Estados-membros que procura um consenso entre as três principais famílias políticas europeias (democrata-cristã, liberal e socialista) para a escolha dos futuros presidentes da Comissão, Conselho, Parlamento Europeu, Alto Representante para a Política Externa e Segurança e Banco Central Europeu.

Antes ainda das eleições europeias de 26 de maio passado, o primeiro-ministro traçou como objetivo político a criação de uma “frente progressista”, incluindo desde liberais aos socialistas radicais, capaz de mudar a atual orientação da União Europeia, tendo em vista impulsionar a reforma da zona euro, reforçar a coesão entre os diferentes Estados-membros e o peso do pilar social e, em simultâneo, aumentar os investimentos em investigação e ciência.

António Costa considera que a atual visão “conservadora” já não consegue responder às exigências da maioria dos cidadãos europeus, razão pela qual entende que o primeiro passo deve passar por uma mudança dos principais protagonistas nas diferentes instituições europeias.

Nessa “frente progressista”, o líder do executivo português inclui naturalmente o socialista espanhol Pedro Sánchez, mas conta, igualmente, com o apoio do presidente francês, Emmanuel Macron, que está na corrente liberal, e do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras – este último líder de um partido, o Syriza, que se tem vindo progressivamente a afastar da chamada extrema-esquerda europeia.

Além da questão das negociações dos lugares nas presidências da Comissão, Conselho, Parlamento Europeu, Alto Representante para a Política Externa e Segurança e Banco Central Europeu, esta cimeira vai procurar um entendimento entre os Estados-membros do sul em torno da Agenda Estratégia 2019/2024.

“Esta cimeira constituirá uma boa oportunidade para concertar posições com os países do sul sobre prioridades para a próxima agenda estratégica 2019-2024 – agenda que será adotada no Conselho Europeu, na próxima semana, em Bruxelas”, disse à agência Lusa fonte oficial do executivo português.

O projeto de Agenda Estratégica em discussão tem quatro eixos: Proteção dos cidadãos e liberdades; desenvolvimento da base económica; ambiente, verde, justo e inclusivo; e promoção dos interesses e valores da Europa no mundo.

Em matéria relativa ao Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia, instrumento estratégico classificado como “decisivo” para Portugal, o executivo nacional tem considerado essencial a existência de alterações em relação à atual proposta em áreas como a política coesão e a Política Agrícola Comum (PAC).

“Portugal continua empenhado em conseguir um acordo dentro do prazo estabelecido pelo Conselho Europeu para garantir um arranque atempado do próximo Quadro. Consideramos que a qualidade do futuro Quadro Financeiro Plurianual é primordial e que este deve refletir claramente a ambição desejada para a União Europeia e um equilíbrio justo entre os diferentes interesses”, salientou a mesma fonte do Governo português.

Na Cimeira de La Valletta, os chefes de Estado e de Governo dos sete países que integram este fórum vão ainda debater as prioridades da ação externa da União Europeia relevantes para a região mediterrânica, com particular destaque para a situação na Líbia.

PMF // LIL

By Impala News / Lusa

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