Costa convoca ministros para uma reunião informal hoje na Base Naval do Alfeite

O primeiro-ministro convocou os seus ministros para uma reunião informal hoje, na Base Naval do Alfeite, em Almada, para uma reflexão estratégica sobre prioridades e linhas de ação após as férias de verão.

Costa convoca ministros para uma reunião informal hoje na Base Naval do Alfeite

Costa convoca ministros para uma reunião informal hoje na Base Naval do Alfeite

O primeiro-ministro convocou os seus ministros para uma reunião informal hoje, na Base Naval do Alfeite, em Almada, para uma reflexão estratégica sobre prioridades e linhas de ação após as férias de verão.

Nesta reunião informal, que o executivo não caracteriza como Conselho de Ministros, estarão sobretudo em análise o lançamento em setembro do novo pacote de apoios às famílias e às empresas para mitigar os efeitos da inflação e o início da preparação da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2022.

Segundo o jornal Expresso, que avançou com a notícia desta reunião informal, o encontro do executivo na Base Naval do Alfeite não terá uma agenda fixa em termos de ordem de trabalhos e, sobretudo, destina-se a lançar “o ano político que aí vem”.

“Nestas reuniões de reflexão antes das férias de verão, o habitual é cada ministro apresentar uma comunicação sobre as medidas que tem em execução, identificar quais os principais desafios ou obstáculos enfrenta no seu setor e apontar quais as condições políticas ou meios que considera necessários para cumprir os seus objetivos setoriais”, disse à agência Lusa um antigo membro de vários governos socialistas.

Na quarta-feira, logo na abertura do debate sobre o estado da nação, no parlamento, o primeiro-ministro anunciou que em setembro o Governo vai adotar um novo pacote de medidas para apoiar o rendimento das famílias e a atividade das empresas face aos efeitos da inflação.

“É hoje claro que, com o prolongar da guerra, o efeito da inflação será mais duradouro do que o inicialmente previsto. Por isso, no final deste trimestre, em setembro, iremos adotar um novo pacote de medidas para apoiar o rendimento das famílias e a atividade das empresas”, declarou o líder do executivo.

Em abril, logo após o XXV Governo Constitucional ter iniciado funções, António Costa mostrou-se convencido de que o efeito da inflação seria conjuntural, com um abrandamento no segundo semestre. Uma convicção que António Costa baseou nas estimativas do Banco Central Europeu (BCE) e de outras instituições internacionais, e que também levaram o seu executivo a inscrever uma projeção de inflação de 4% para este ano, quando agora essa mesma previsão é na ordem dos 7%.

Na quinta-feira, o BCE procedeu a um aumento em 50 pontos base das suas três taxas de juro diretoras, a primeira subida em 11 anos, com o objetivo de travar a inflação. No Governo, teme-se que essa medida poderá agravar ainda mais os juros das taxas formadas no mercado interbancário, com impacto negativo nas famílias com créditos à habitação.

António Costa tem defendido que a resposta do seu Governo tem passado pela tentativa de contenção do aumento do preço da energia “na medida do possível”, pelo apoio à produção das empresas mais expostas ao consumo de energia e pela atribuição de auxílios às famílias mais carenciadas.

Em relação aos pensionistas, numa conferência promovida pela CNN Portugal em 20 de junho passado, o primeiro-ministro assegurou que o Governo vai cumprir a lei e, consequentemente, adiantou que em 2023, haverá um “aumento histórico” do valor das pensões por efeito conjugado da drástica subida da inflação e do elevado crescimento económico registado este ano.

Já no que respeita à atualização salarial dos trabalhadores da administração pública, o Governo não transmitiu ainda uma posição clara sobre essa matéria. A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, tem afirmando, somente, que a questão da atualização salarial para mitigar os efeitos da inflação será um dos aspetos centrais da proposta de Orçamento do Estado para 2022.

 A Comissão Europeia estima que Portugal seja em 2022 o país que mais vai crescer na União Europeia, cerca de 6,5%, e várias instituições têm estimado um défice inferior a 1,9% no final do ano, a meta inscrita pelo Governo no Orçamento.

No entanto, o ministro das Finanças, Fernando Medina, tem alertado para os efeitos de uma subida dos juros de Portugal e diversos analistas consideram que a execução orçamental em 2023 será muito mais complexa do que no corrente ano.

 

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By Impala News / Lusa

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