Coreia do Norte alertou que não mudará de posição em relação aos EUA e à sua “política hostil”

A Coreia do Norte alertou hoje que não mudará de posição em relação aos Estados Unidos enquanto Washington não renunciar à sua “política hostil” para com Pyonyang, quando dois altos responsáveis norte-americanos se encontravam na Coreia do Sul.

Coreia do Norte alertou que não mudará de posição em relação aos EUA e à sua

Coreia do Norte alertou que não mudará de posição em relação aos EUA e à sua “política hostil”

A Coreia do Norte alertou hoje que não mudará de posição em relação aos Estados Unidos enquanto Washington não renunciar à sua “política hostil” para com Pyonyang, quando dois altos responsáveis norte-americanos se encontravam na Coreia do Sul.

Num comunicado divulgado pela agência oficial KCNA, a primeira vice-ministra dos Negócios Estrangeiros norte-coreana, Choe Son-hui, afirmou que não pode haver contacto ou diálogo entre Washington e Pyongyang a menos “que os Estados Unidos acabem com a sua política hostil em relação à RPDC (República Popular Democrática da Coreia)”.

O alerta de Pyongyang ocorreu no dia em que o secretário de Estado, Antony Blinken, e o secretário da Defesa, Lloyd Austin, estiveram em Seul no âmbito de uma visita para reforçar os laços de Washington com os seus parceiros tradicionais na Ásia face à Coreia do Norte, que possui armas nucleares, e à crescente influência da China.

Após a visita a Seul, Blinken voou para a cidade de Anchorage no Alasca, onde se reunirá com os chefes da diplomacia chinesa sobre disputas territoriais e questões comerciais.

Desde a chegada de Joe Biden à Casa Branca, em janeiro, a nova administração norte-americana tentou em vão entrar em contacto com a direção norte-coreana.

Pouco antes da tomada de posse de Biden, o dirigente norte-coreano, Kim Jong-un, disse que os Estados Unidos eram o “principal inimigo” do país.

A exigência de uma “desnuclearização completa da Coreia do Norte” foi expressa diversas vezes por Blinken e Austin durante a sua visita, que começou no Japão.

As declarações de Blinken no Japão “chocaram-nos seriamente”, declarou Choe, que alertou que as possibilidades de aproximação surgidas durante o mandato do presidente Donald Trump já não eram relevantes.

As negociações entre Washington e Pyongyang estão num impasse desde o fiasco da cimeira de Hanói entre Kim e Trump, no início de 2019.

Os dois países não conseguiram entender-se sobre o desmantelamento do programa nuclear norte-coreano em troca do levantamento de sanções económicas internacionais.

A nova administração norte-americana pretende rever a sua política em relação a Pyongyang. No final do encontro dos altos responsáveis dos EUA com os seus homólogos sul-coreanos, Blinken reiterou o objetivo norte-americano de “desnuclearização da Coreia do Norte”.

Adiantou que em Anchorage, pretendia fazer pressão sobre a China, principal aliado diplomático e parceiro comercial de Pyongyang, para que ela interviesse, considerando o seu papel “essencial”.

“Ela tem uma influência considerável e penso que também tem interesse em que façamos qualquer coisa sobre o programa nuclear da Coreia do Norte”, sublinhou Blinken.

Mas as numerosas divergências entre Pequim e Washington poderão dominar o encontro no Alasca.

A administração de Joe Biden parece adotar a mesma política dura em relação a Pequim iniciada por Trump e procurar consolidar as alianças para limitar o poder da China na região, enquanto tenta cooperar em questões como as alterações climáticas.

Pequim deu hoje conta da sua “firme determinação” em defender os seus interesses e alertou Washington que qualquer pressão será “inútil”.

“A China não fará qualquer compromisso sobre assuntos relativos à sua soberania, segurança e interesses”, afirmou à imprensa um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhao Lijian.

O encontro acontece num contexto de grande tensão bilateral entre Pequim e Washington sobre várias questões: Hong Kong, direitos humanos, rivalidade tecnológica e espionagem, tratamento da minoria uigure no Xinjiang e ainda o comércio.

 

PAL // ANP

By Impala News / Lusa

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