Coordenadora do BE avisa que emprego é a “prioridade das prioridades”

Catarina Martins considerou o emprego a “prioridade das prioridades” para sair da crise, acusando o Governo de ter esquecido o compromisso de mais escalões de IRS, tema em que o BE insiste.

Coordenadora do BE avisa que emprego é a

Coordenadora do BE avisa que emprego é a “prioridade das prioridades”

Catarina Martins considerou o emprego a “prioridade das prioridades” para sair da crise, acusando o Governo de ter esquecido o compromisso de mais escalões de IRS, tema em que o BE insiste.

Matosinhos, Porto, 23 mai 2021 (Lusa) — A coordenadora bloquista, Catarina Martins, considerou hoje o emprego a “prioridade das prioridades” para sair da crise, acusando o Governo de ter esquecido o seu compromisso de mais escalões de IRS, tema em que o BE insiste.

“Se a urgência é o emprego – e sabemos que é – cuidar da qualidade do emprego é a primeira medida para sair da crise. Justiça na resposta à crise, que terá de ser também justiça fiscal. O Governo parece ter já abandonado o compromisso do seu próprio programa de mais escalões de IRS. Pela nossa parte, não esquecemos”, avisou, no encerramento da XII Convenção Nacional do BE.

Numa espécie de “cadernos de encargos” para as negociações orçamentais que hão de vir e deixando claro que o emprego é a “prioridade das prioridades” para sair da crise, Catarina Martins recordou que o Governo socialista recusou todos os compromissos propostos pelos bloquistas no Orçamento do Estado para 2021, no qual o BE votou contra.

“Não só a saúde, o emprego, a proteção social e o controlo financeiro são agora ainda mais importantes depois do sofrimento com a pandemia social que se segue à pandemia viral, como o tempo que vivemos acrescenta outra exigência à política portuguesa: não desperdiçar recursos e multiplicar o investimento em três prioridades para criar novos empregos: habitação, clima e cuidados sociais”, antecipou.

Em relação ao emprego, “o que existe e o que tem de ser criado”, Catarina Martins insistiu na urgência de “leis laborais fortes, para que o investimento se traduza em mais salário”.

“Sem mexer nas leis laborais, o esforço de recuperação pode bem ir parar aos bolsos dos mesmos que se esquecem de tudo nas comissões de inquérito, mas que se unem sempre para reclamar contra leis do trabalho fortes. O investimento que tem de ser feito, não se pode traduzir no salário mínimo como regra, na exploração do trabalho temporário ou dos 3Euro à hora das estufas de Odemira”, avisou.

JF // SF

By Impala News / Lusa

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