Conversações entre militares e líderes da contestação no Sudão vão continuar

As conversações entre dirigentes militares e os líderes da contestação no Sudão sobre a transferência de poder para uma autoridade civil vão continuar, disse esta noite um líder da Aliança pela Liberdade e Mudança (ALC).

Conversações entre militares e líderes da contestação no Sudão vão continuar

Conversações entre militares e líderes da contestação no Sudão vão continuar

As conversações entre dirigentes militares e os líderes da contestação no Sudão sobre a transferência de poder para uma autoridade civil vão continuar, disse esta noite um líder da Aliança pela Liberdade e Mudança (ALC).

“Esclarecemos o nosso principal pedido, que é a transferência de poder para autoridades civis”, disse à AFP Siddiq Youssef, oficial do ALC, depois de se reunir com o Conselho Militar de Transição no poder.

“Esta é a principal reivindicação do movimento popular (…) Concordamos em continuar as negociações para chegar a uma solução que satisfaça ambas as partes, para que a transferência de poder seja pacífica”, sublinhou o Youssef.

A reunião de hoje à noite teve lugar na véspera do anúncio pelo movimento de contestação da formação de um “Conselho Civil para os Assuntos do País” que substituiria o Conselho Militar de Transição, no poder desde a queda do presidente Omar al-Bashir, em 11 de abril.

No dia 11, o ministro da Defesa do Sudão, Awad Ahmed Benawf, surgiu em uniforme militar na televisão pública sudanesa e anunciou a destituição de al-Bashir e a realização de “eleições livres e justas” após um período de transição de dois anos, durante o qual o país será governado por um conselho de transição militar.

Os militares decretaram estado de emergência para os próximos três meses, suspenderam a Constituição e fecharam as fronteiras e o espaço aéreo do país.

Omar al-Bashir foi destituído e detido pelas Forças Armadas, depois de mais de quatro meses de contestação popular.

Os protestos, inicialmente motivados pelo aumento dos preços do pão e de outros bens essenciais, acabaram por transformar-se num movimento contra Al-Bashir, que liderava o país desde 1989, quando chegou ao poder através de um golpe de Estado.

DF (ECR) // MCL

By Impala News / Lusa

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