Controladoria impede Juan Guaidó de exercer cargos públicos durante 15 anos

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela passou a estar impedido legalmente de exercer qualquer cargo público, durante 15 anos, por decisão da Controladoria Geral da República.

Controladoria impede Juan Guaidó de exercer cargos públicos durante 15 anos

Controladoria impede Juan Guaidó de exercer cargos públicos durante 15 anos

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela passou a estar impedido legalmente de exercer qualquer cargo público, durante 15 anos, por decisão da Controladoria Geral da República.

Caracas, 28 mar (Lusa) – O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, passou a estar, a partir de hoje, impedido legalmente de exercer qualquer cargo público, durante 15 anos, por decisão da Controladoria Geral da República (CGR).

A decisão foi anunciada pelo controlador-geral da República, designado pela Assembleia Constituinte, Elvis Amoroso, durante uma conferência de imprensa em Caracas.

A CGR é composta unicamente por simpatizantes do regime.

“O escritório encarregado dos registos migratórios da Venezuela revelou que o deputado Juan Guaidó realizou 91 viagens ao estrangeiro, por um custo superior a 300 milhões de bolívares (80.400 euros, cada uma) em que não há registo dos recursos que utilizou”, disse.

Segundo o controlador-geral, estão por justificar 570 milhões de bolívares (152.760 euros) correspondentes a viagens que totalizam 248 dias, em oito meses.

Elvis Amoroso explicou que no passado dia 11 de fevereiro aquele organismo “ordenou o início uma auditoria patrimonial ao deputado em desacato, Juan Guaidó, por ocultar informação na sua declaração e por receber fundos não declarados, desde o exterior”.

Segundo o controlador-geral, Guaidó “tem usurpado funções públicas e cometido ações com governos estrangeiros que prejudicam o povo da Venezuela e o seu património público” e que atentam contra “a estabilidade democrática e a ordem constitucional da República”.

“Considerando que o artigo 105 da CGR faculta a imposição de sanções de impedimento legal a funcionários públicos, decide-se inabilitar o cidadão Juan Guaidó para exercer qualquer cargo”, anunciou.

O controlador-geral precisou que “cada um dos deputados cumpre com a sua declaração jurada” e que “cada viatura ou rendimento que possam ter deve ser declarado na CGR, por isso se aplicam estas sanções ao deputado em desacato, Juan Guaidó”.

Segundo Elvis Amoroso, o autoproclamado Presidente interino da Venezuela, e também presidente da Assembleia Nacional (onde a oposição detém a maioria) “teria falseado dados na declaração jurada de bens” e também “teria recebido dinheiro de instâncias nacionais e internacionais, sem justificar”.

A CGR ordenou a continuação da investigação iniciada em fevereiro, sobre o património de Juan Guaidó, e pediu a cooperação, sobre esta matéria, a outras instituições, entre elas o Serviço Nacional Integrado de Administração Alfandegária e Tributária (SENIAT).

O controlador-geral precisou que foram enviadas comunicações a Juan Guaidó, para que justificasse os rendimentos recebidos, como deputado da Assembleia Nacional, mas este não respondeu a nenhum dos pedidos.

Elvis Amoroso frisou ainda que Juan Guaidó teria usado aeronaves privadas para viajar, sem especificar quais as empresas ou instituições que financiaram as viagens.

FPG // EL

By Impala News / Lusa

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