Consolidação e rescaldo do incêndio no Algarve mobilizam 451 operacionais

O incêndio que deflagrou em Castro Marim, no Algarve, e que foi dado como dominado na terça-feira, continua a mobilizar hoje 451 operacionais, em trabalhos de consolidação – Proteção Civil.

Consolidação e rescaldo do incêndio no Algarve mobilizam 451 operacionais

Consolidação e rescaldo do incêndio no Algarve mobilizam 451 operacionais

O incêndio que deflagrou em Castro Marim, no Algarve, e que foi dado como dominado na terça-feira, continua a mobilizar hoje 451 operacionais, em trabalhos de consolidação – Proteção Civil.

“Ainda mantemos todo o dispositivo no terreno, com 451 operacionais e 163 veículos que estão dispersos por todo o perímetro, prontos a reagir a qualquer reativação que possa surgir. Continuam as operações de consolidação, de rescaldo e essencialmente de vigilância”, afirmou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro.

O fogo deflagrou na madrugada de segunda-feira em Castro Marim e foi dado como dominado nessa manhã, mas uma reativação durante a tarde levou as chamas aos concelhos de Vila Real de Santo António e de Tavira e o incêndio só foi dominado durante a tarde na terça-feira, cerca das 16:00, com 6.700 hectares atingidos.

“O quadro meteorológico vai manter-se severo, estamos em estado de alerta especial de nível vermelho para a região no dia de hoje. O vento, previsivelmente, vai manter-se moderado, podendo registar-se algumas rajadas mais fortes, a humidade também é reduzida e as temperaturas elevadas, ou seja, é um quadro ainda severo, que oferece alguma preocupação”, disse a mesma fonte.

Desde que o fogo foi dado como dominado, “não se têm registado grandes reativações nem reacendimentos”, relatou, sublinhando que “o dispositivo está no terreno para reagir”.

Na terça-feira, em conferência de imprensa depois de dominado o incêndio, o comandante das operações no terreno, Richard Marques, realçou a importância do período de consolidação e de rescaldo.

“O plano gradual de desmobilização vai acompanhar aquilo que é o risco, vamos manter capacidade instalada no terreno que permita fazer face a reativações que possam surgir, tal como apareceram hoje [terça-feira], para garantir que rapidamente se podem debelar caso elas surjam”, afirmou.

O comandante das operações de socorro sublinhou ainda que o incêndio, do ponto de vista da propagação, se desenvolveu com muita intensidade, atingindo “uma taxa de expansão média de 650 hectares por hora” e um “perímetro de 43 quilómetros”.

O incêndio afetou uma “área estimada de 6.700 hectares, já [calculada] com recurso ao sistema Copérnico, da União Europeia”, número que representa bem “o trabalho árduo” dos operacionais que combateram o fogo, perante um “potencial de 20.000 hectares” que se previa que as chamas poderiam atingir.

Estiveram envolvidos na operação mais de 600 operacionais, com mais de 200 veículos, cerca de uma dezena de meios aéreos e 10 máquinas de rasto, tendo sido deslocadas de casa 81 pessoas, segundo a GNR.

Há edificado destruído, mas as três autarquias atingidas pelo fogo ainda não têm um levantamento feito que permita avançar números, embora em Castro Marim tenha havido um negócio de maquinaria agrícola e agricultura afetado, segundo o município.

PA (MHC) // ROC

By Impala News / Lusa

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