Conselho de Segurança da ONU vê África como epicentro do terrorismo no mundo

O Conselho de Segurança das Nações Unidas lamentou hoje que o continente africano se tenha tornado palco principal do terrorismo global, com ações de grupos locais.

Conselho de Segurança da ONU vê África como epicentro do terrorismo no mundo

Conselho de Segurança da ONU vê África como epicentro do terrorismo no mundo

O Conselho de Segurança das Nações Unidas lamentou hoje que o continente africano se tenha tornado palco principal do terrorismo global, com ações de grupos locais.

Nova Iorque, Nações Unidas, 19 ago 2021 (Lusa) — O Conselho de Segurança das Nações Unidas lamentou hoje que o continente africano se tenha tornado palco principal do terrorismo global, com ações de grupos locais e ramos descentralizados da organização terrorista Daesh ou Estado Islâmico.

Vladimir Voronkov, secretário-geral adjunto da ONU e chefe do Escritório das Nações Unidas para o Contraterrorismo apresentou hoje, em nome do secretário-geral da ONU, António Guterres, um relatório sobre atividades terroristas que sublinha a “relação entre conflito armado, fragilidade dos Estados e terrorismo”.

“Estamos perante ameaças terroristas como o Daesh e a Al-Qaida, que são duradouras e capazes de se adaptar a novas tecnologias, e fr expandir-se para incluir indivíduos e grupos que cometem ataques ligados a xenofobia, racismo e outras formas de intolerância”, declarou Voronkov.

Desde o final de 2019, mais de dois terços dos ataques realizados em todo o mundo por grupos ou indivíduos fiéis ao Daesh aconteceram no continente africano, especialmente na região do Sahel e Bacia do Lago Chade, de acordo com estatísticas atualizadas.???????

Segundo o relatório, o desenvolvimento mais importante dos últimos seis meses consistiu na expansão das atividades terroristas e da influência de organizações terroristas em vários pontos de África, do Mali à Nigéria, ou da República Centro-Africana a Moçambique.

Moçambique foi considerado pelo secretário-geral da ONU, no documento hoje apresentado por Voronkov, como “emblemático da influência do Daesh em África”.

Um dos exemplos também destacados na reunião do Conselho de Segurança foi o do Níger, que além de registar um aumento dos ataques terroristas no seu território, tem três linhas de fronteira com ameaças terroristas, no norte, oeste e sul.

Segundo a missão permanente do Níger junto das Nações Unidas, na primeira metade deste ano morreram mais de 500 pessoas naquele país em ações terroristas, a maior parte na região de oeste, próxima de Mali e Burkina Faso.

Os Estados-membros consideraram que o contraterrorismo só será verdadeiramente eficaz quando praticado de forma una e estratégica pela comunidade internacional, com especial atenção a ameaças transfronteiriças ou que provocam consequências regionais em toda a África.

Os 15 Estados-membros do Conselho de Segurança destacaram o novo papel da tecnologia e das criptomoedas nas atividades terroristas, que trazem desafios no combate.

O recrutamento ‘online’ ou a propaganda por meio de redes sociais e o poder económico e financeiro dos grupos terroristas em moedas virtuais tornam o terrorismo ainda mais difícil de controlar, lamentaram vários países.

No relatório sobre atividades do Daesh, a ONU considerou que “embora o grupo tenha continuado a explorar o impacto da pandemia covid-19 nos países, aparentemente não tomou medidas para usar o vírus como arma”.

Em zonas sem conflito, o relatório indica que a ameaça do Daesh está “suprimida” por restrições impostas por governos para evitar as contaminações de covid-19, que impedem os operativos do Daesh de viajar, reunir-se, arrecadar fundos e identificar alvos viáveis.

No entanto, fica o aviso para a possibilidade de ataques previamente planeados, assim que as restrições relacionadas com a pandemia de covid-19 forem aliviadas.

 

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By Impala News / Lusa

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