Conferência Episcopal destaca importância que Papa Francisco dá a Fátima

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa destacou hoje a importância que o Papa Francisco dá a Fátima e à devoção mariana, ao comentar a deslocação a este santuário por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em 2023 em Lisboa.

Conferência Episcopal destaca importância que Papa Francisco dá a Fátima

Conferência Episcopal destaca importância que Papa Francisco dá a Fátima

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa destacou hoje a importância que o Papa Francisco dá a Fátima e à devoção mariana, ao comentar a deslocação a este santuário por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em 2023 em Lisboa.

“Fátima tem uma projeção no mundo católico, em todo o mundo, que é muito grande. Reconhecemos a importância que o Papa dá a Fátima e à devoção a Maria. Não simplesmente no espírito de devoção a Maria, mas aquilo que significa o papel e a importância da mulher na Igreja que ele tem realçado”, afirmou José Ornelas, também bispo de Setúbal, à agência Lusa.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa afirmou não ter ficado surpreendido com este anúncio, que “era esperado”, admitindo que a maioria dos jovens que irá a Lisboa quererá ir a Fátima.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje, após uma audiência privada com o Papa, na Cidade do Vaticano, que Francisco revelou que vai também visitar Fátima durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que decorre em Lisboa em 2023.

“Foi, como tinha sido há cinco anos [depois de Marcelo ter sido eleito pela primeira vez chefe de Estado], uma ocasião para ver como o Papa está atento a tudo. […] Falou, como é evidente, da ida a Portugal em 2023, a Lisboa e a Fátima – acrescentou logo – nas Jornadas Mundiais da Juventude”, afirmou o Presidente da República.

Falando aos jornalistas portugueses em Roma, Marcelo Rebelo de Sousa revelou que o encontro deu, “em primeiro lugar, para falar da visita histórica do Papa Francisco ao Iraque, do seu significado, das perspetivas que se podem abrir não apenas em termos dos cristãos que vivem no Iraque, mas sobretudo da pacificação no Médio Oriente”.

“Depois falou-se bastante da Europa, da União Europeia nesta fase da vida, da pandemia, da crise económica e social, da recuperação”, assinalou o chefe de Estado português, adiantando que também “se falou de África e a Santa Sé acompanha meticulosamente o que se passa na CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] e, em particular, o que se passa em Moçambique”.

Após o encontro com o Papa, Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se a Madrid, onde foi recebido pelo rei de Espanha, naquelas que foram as suas primeiras visitas ao estrangeiro no início do seu segundo mandato.

José Ornelas considerou que estas deslocações “é algo significativo”.

“A nossa fronteira única terrestre é com Espanha e, portanto, [esta é] uma parceria que se tem revelado muito frutífera para os dois países, mas também no contexto da União Europeia [UE]”, referiu, salientando as “raízes cristãs” de Portugal e Espanha.

A propósito do Iraque, José Ornelas assinalou que Portugal, em termos da política externa, “alinha-se, sem dúvida, com a orientação da UE na busca de uma solução para o Médio Oriente”, notando “o modo de estar no mundo, aberto à diversidade social, política e religiosa” do chefe de Estado, “em coerência” com a cerimónia ecuménica, no Porto, na terça-feira, dia em que tomou posse para um novo mandato.

Sobre África, o presidente da CEP disse ser conhecido “como o Papa e a diplomacia portuguesa dentro da UE se têm interessado, particularmente, neste momento concreto por Moçambique”, em oncreto por Cabo Delgado, onde tem ocorrido violência armada.

O Papa Francisco esteve no Santuário de Fátima, pela primeira vez, em maio de 2017, numa visita de menos de 24 horas, para presidir às cerimónias do centenário dos acontecimentos de Fátima e à canonização de Jacinta e Francisco Marto, duas das crianças que em 1917 afirmaram ter visto Nossa Senhora na Cova de Iria.

Esta foi a sexta visita de um papa ao Santuário de Fátima. Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010) foram os anteriores pontífices a visitar Portugal.

A JMJ é o maior evento organizado pela Igreja Católica.

Inicialmente prevista para agosto de 2022, a pandemia de covid-19 determinou o adiamento da JMJ um ano.

SR (ANE/FPB) // HB

By Impala News / Lusa

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