Condenação de ‘Teodorin’ em França não afeta processo político na Guiné Equatorial – Obiang

O Presidente da Guiné Equatorial disse hoje que a condenação do seu filho e vice-presidente em França “não pode ser um problema para o processo político” no seu país, afirmando que a escolha do seu sucessor “depende do povo”.

Condenação de 'Teodorin' em França não afeta processo político na Guiné Equatorial - Obiang

Condenação de ‘Teodorin’ em França não afeta processo político na Guiné Equatorial – Obiang

O Presidente da Guiné Equatorial disse hoje que a condenação do seu filho e vice-presidente em França “não pode ser um problema para o processo político” no seu país, afirmando que a escolha do seu sucessor “depende do povo”.

“É um problema que depende do povo (…). Nós não dependemos de França. A França está a fazer a sua justiça porque França quer confiscar um bem que é do povo da Guiné Equatorial, portanto não pode ser um problema para o processo político na Guiné-Equatorial”, disse Teodoro Obiang quando questionado se a condenação do seu filho pode ser um obstáculo a que lhe suceda como candidato à Presidência.

O chefe de Estado falava à imprensa após um encontro com o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém.

Conhecido como ‘Teodorin’ e filho do Presidente da Guiné Equatorial, que governa este pequeno Estado petrolífero da África Central com mão de ferro há mais de 42 anos, o vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema Obiang Mangue, foi condenado definitivamente em julho de 2021 a três anos de prisão suspensa, uma multa de 30 milhões de euros e ao confisco dos seus bens em França, por ter constituído fraudulentamente um património de luxo em uma parte do chamado caso de “ganhos ilícitos”.

Esta condenação confirmou nomeadamente o confisco de uma mansão privada de 3.000 metros quadrados na avenida Foch, em Paris, estimada em 107 milhões de euros, onde está localizada a embaixada e habitação, entre outros bens apreendidos porque a justiça francesa os considerou adquiridos entre 1997 e 2012 graças a “desvio de fundos públicos” na Guiné Equatorial.

Argumentando que Teodorin vendeu o prédio ao Estado da Guiné Equatorial em 2011, Malabo recorreu e exigiu a devolução da mansão, alegando ser o proprietário “de boa-fé”.

O recurso foi rejeitado já este mês pelo Tribunal de Apelação de Paris. Com esta decisão, de que não há recurso, a Guiné Equatorial está teoricamente obrigada a evacuar o edifício.

Nos últimos dois anos, ‘Teodorin’, considerado no seu país como “sucessor” do seu pai, o qual acaba de completar 80 anos, tem sido a face da Guiné Equatorial nos planos nacional e internacional e anuncia sistematicamente decisões oficiais através das suas contas no Twitter, tanto a pessoal como a oficial.

FPA (EL) // JH

By Impala News / Lusa

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