Comunidade de Desenvolvimento da África Austral discute terrorismo quinta-feira em Maputo

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) realiza quinta-feira, em Maputo, uma cimeira extraordinária para discutir a violência armada no norte de Moçambique, anunciou hoje a Presidência da República sul-africana.

Comunidade de Desenvolvimento da África Austral discute terrorismo quinta-feira em Maputo

Comunidade de Desenvolvimento da África Austral discute terrorismo quinta-feira em Maputo

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) realiza quinta-feira, em Maputo, uma cimeira extraordinária para discutir a violência armada no norte de Moçambique, anunciou hoje a Presidência da República sul-africana.

“O Presidente Cyril Ramaphosa vai liderar amanhã, 27 de maio de 2021, uma delegação sul-africana à Cimeira Extraordinária da Dupla Troika da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral”, em Maputo, Moçambique, lê-se no comunicado divulgado na página oficial de Internet da presidência sul-africana.

O comunicado adianta que a dupla ‘troika’ extraordinária da SADC “irá discutir o terrorismo que envolve a região, incluindo a insegurança na província de Cabo Delgado na República de Moçambique”.

O chefe de Estado sul-africano será acompanhado pelas ministras das Relações Internacionais e Cooperação, Naledi Pandor, da Defesa e dos Militares Veteranos, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, e da Segurança de Estado, Ayanda Dlodlo, refere o documento.

A chamada Cimeira da Dupla Troika da SADC, integra os países das ‘troikas’ da Troika da SADC [Moçambique, Maláui e Tanzânia], e do Órgão de Defesa e Segurança [Botsuana, África do Sul e Zimbabué], de acordo com a nota da Presidência da República sul-africana.

A Dupla Troika será precedida por reuniões de ministros e altos funcionários do bloco regional, concluiu o comunicado sul-africano.

Uma missão técnica de avaliação da SADC que visitou Cabo Delgado no mês passado propõe o envio de 2.916 militares e de meios bélicos para ajudar o país no combate aos grupos armados que têm protagonizado ataques em Cabo Delgado, segundo um relatório da organização.

Grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, com alguns ataques reclamados pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.500 mortes segundo o projeto de registo de conflitos ACLED e 714.000 deslocados de acordo com o Governo moçambicano.

A anterior incursão contra Palma, em março, provocou dezenas de mortos e feridos, sem balanço oficial anunciado.

As autoridades moçambicanas anunciaram controlar a vila, mas aquele ataque levou a petrolífera Total a abandonar por tempo indeterminado o recinto do empreendimento que tinha início de produção previsto para 2024 e no qual estão ancoradas muitas das expectativas de crescimento económico na próxima década.

CYH // LFS

By Impala News / Lusa

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