Cinco mortos e 17 feridos em incidentes de violência pós-eleitoral no Gana

Cinco pessoas morreram e 17 ficaram feridas em vários incidentes no Gana desde as eleições presidenciais de segunda-feira, que, segundo os observadores, decorreram de forma pacífica, informou hoje a polícia ganesa.

Cinco mortos e 17 feridos em incidentes de violência pós-eleitoral no Gana

Cinco mortos e 17 feridos em incidentes de violência pós-eleitoral no Gana

Cinco pessoas morreram e 17 ficaram feridas em vários incidentes no Gana desde as eleições presidenciais de segunda-feira, que, segundo os observadores, decorreram de forma pacífica, informou hoje a polícia ganesa.

“Entre as 07:00 horas de 07 de dezembro [dia de votação] e as 10:00 horas de hoje, 9 de dezembro, houve 21 incidentes violentos em todo o país (…) diretamente relacionados com as eleições, que resultaram em cinco pessoas mortas a tiro”, adiantou a polícia num comunicado e na sua conta no Twitter.

De acordo com a polícia, na sua maioiria, os incidentes envolveram ou foram provocados por civis, mas há registos de um polícia ferido, bem como do envolvimento de elementos de segurança privados.

O Gana realizou, na segunda-feira, eleições presidenciais e legislativas, numa corrida renhida entre o Presidente, Nana Akufo-Addo, 76 anos, candidato do Novo Partido Patriótico (NPP) e que procura um segundo mandato, e o seu predecessor John Mahama, 62 anos.

Os resultados da votação ainda não foram divulgados pela comissão eleitoral, mas na terça-feira, os serviços da Presidência publicaram os resultados estimados para 91% das mesas de voto, dando o chefe de Estado cessante como vencedor com 52,25% dos votos, contra 46,44% de Mahama, contrariando o protocolo em vigor.

Por seu lado, o candidato da oposição alegou que o seu partido tinha ganho a maioria dos 140 lugares no parlamento nas eleições legislativas.

John Mahama acusou o chefe de Estado cessante, Nana Akufo-Addo, de ser “antidemocrático”, advertindo que “resistirá a qualquer tentativa de roubar o escrutínio”, enquanto ainda se aguardam os resultados das eleições de segunda-feira.

Os dois opositores políticos de longa data, que se enfrentaram pela terceira vez, assinaram um “pacto de paz” na sexta-feira, comprometendo-se a não promover qualquer violência durante a votação e a reconhecer os resultados oficiais.

O Gana é considerado como um modelo de democracia e estabilidade na África Ocidental, uma região assolada por crises e conflitos eleitorais, e no rescaldo da votação, eleitores e observadores manifestaram satisfação pela forma como decorreu o escrutínio, que chamou às urnas mais de 17 milhões de eleitores.

“Eleições calmas e pacíficas” e “A votação terminou pacificamente” foram as manchetes dos dois principais jornais diários de hoje.

Embora a votação tenha decorrido geralmente calma, alguns incidentes foram relatados pela Coligação de Observadores Eleitorais Ganeses, que monitorizou 4.000 das 38.000 mesas de voto em todo o país.

Segundo estes observadores, foram registados cerca de 235 incidentes, desde o não cumprimento do protocolo sanitário imposto por causa do novo coronavírus até atos de violência.

Mais de uma centena de observadores da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da União Africana e das Nações Unidas monitorizaram a votação, tendo felicitado a população e as autoridades do Gana pela forma pacífica como decorreram as eleições.

No mesmo comunicado, apelaram para a “paciência e a calma” enquanto se aguarda pelos resultados da votação e pediram, particularmente aos líderes dos dois principais partidos para respeitarem os compromissos assumidos no pacto pela paz que assinaram.

CFF // JH

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS