Cimeira social no Porto vai permitir olhar para os que sofrem mais

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que a cimeira social no Porto, promovida pela presidência portuguesa da União Europeia (UE), servirá para “olhar para aqueles que estão a sofrer mais” com a crise da covid-19.

Cimeira social no Porto vai permitir olhar para os que sofrem mais

Cimeira social no Porto vai permitir olhar para os que sofrem mais

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que a cimeira social no Porto, promovida pela presidência portuguesa da União Europeia (UE), servirá para “olhar para aqueles que estão a sofrer mais” com a crise da covid-19.

“A cimeira social que haverá em maio em Portugal, no Porto, é um exemplo da preocupação da presidência portuguesa, que é partilhada com os outros países europeus, mas em particular com Espanha, de olhar para aqueles que estão a sofrer mais”, declarou o chefe de Estado.

Falando aos jornalistas portugueses em Roma, depois de ter sido recebido esta manhã pelo papa na Cidade do Vaticano e horas antes de se deslocar a Madrid para se encontrar com o rei de Espanha, Marcelo Rebelo de Sousa observou que, “entre Portugal e Espanha, no quadro da UE, há uma fraternidade e identidade de estratégias e de posições do dia a dia muito grande, nomeadamente no domínio social”.

“Ao lado da pandemia, da vida e da saúde, há a pandemia económica e social e essa é a segunda prioridade e é uma prioridade muito difícil, que pode demorar anos — a da pandemia esperemos que dure meses”, observou o chefe de Estado.

E esta crise “começa nos sem-abrigo, continua nos mais idosos, prossegue nos desempregados e nos que estão em ‘lay off’, cobre toda a sociedade portuguesa, sobretudo os mais pobres e mais dependentes, que sofrem mais”, lamentou.

Marcelo Rebelo de Sousa revelou aos jornalistas que a presidência portuguesa do Conselho da UE foi um dos assuntos abordados na audiência privada com o papa, na qual Francisco se demonstrou “muito atento ao que se passa na presidência portuguesa do Conselho da UE, [como] a cimeira social e os passos dados para combater, o mais rapidamente possível, a questão não só da saúde e da vida, mas também da economia e sociedade”.

De acordo com o chefe de Estado português, o papa “vê muito bem [as prioridades da presidência do Conselho] por corresponderem aos problemas atuais da Europa”.

Uma das grandes prioridades da presidência portuguesa da UE, neste primeiro semestre, é então a agenda social, estando prevista a aprovação deste Plano de Ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais na cimeira social do Porto.

O objetivo é aprovar um programa com medidas concretas para executar o Pilar Social Europeu, um texto não vinculativo de 20 princípios para promover os direitos sociais na Europa aprovado em Gotemburgo (Suécia) em novembro de 2017.

O texto defende um funcionamento mais justo e eficaz dos mercados de trabalho e dos sistemas de proteção social, nomeadamente ao nível da igualdade de oportunidades, acesso ao mercado de trabalho, proteção social, cuidados de saúde, aprendizagem ao longo da vida, equilíbrio entre vida profissional e familiar e igualdade salarial entre homens e mulheres.

Após a apresentação da proposta do plano pela Comissão Europeia no início de março, caberá à presidência portuguesa conduzir o debate e negociar um compromisso entre os 27 que permita ‘fechar’ um acordo em maio.

Nesse plano, a Comissão Europeia propôs retirar 15 milhões de cidadãos da pobreza até 2030, pretendendo também “reduzir drasticamente” o número de sem-abrigo nas ruas da UE.

A proposta prevê, ainda, as metas de ter pelo menos 78% da população da UE empregada até 2030 (um reforço face ao anterior objetivo de 75%) e de pelo menos 60% dos trabalhadores receberem ações de formação todos os anos.

ANE // JPS

By Impala News / Lusa

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