Cidadãos criam movimento contra torre de 16 andares no quarteirão da Portugália em Lisboa

Um grupo de moradores lisboetas lançou hoje um movimento contra o projeto Portugália Plaza, que inclui a construção de um edifício de 60 metros e 16 andares, argumentando que se trata de um “erro histórico”.

Cidadãos criam movimento contra torre de 16 andares no quarteirão da Portugália em Lisboa

Cidadãos criam movimento contra torre de 16 andares no quarteirão da Portugália em Lisboa

Um grupo de moradores lisboetas lançou hoje um movimento contra o projeto Portugália Plaza, que inclui a construção de um edifício de 60 metros e 16 andares, argumentando que se trata de um “erro histórico”.

O projeto, da autoria da empresa ARX Portugal Arquitetos, prevê a construção de quatro edifícios, um deles com 60 metros e 16 andares, em terrenos atualmente abandonados no quarteirão da Portugália, na Avenida Almirante Reis.

O futuro empreendimento contemplará cerca de 85 apartamentos, habitação de convivência, escritórios, espaços comerciais, 413 lugares de estacionamento para automóveis e 99 para motas, de acordo com a informação disponibilizada no ‘site’ da Câmara de Lisboa.

Os quatro novos edifícios e a reabilitação dos pré-existentes “conformam duas praças” ajardinadas abertas ao público.

“O movimento considera inaceitável aquela construção e considera um erro histórico, porque descaracteriza a identidade da Avenida Almirante Reis e dos bairros circundantes” e “porque constitui uma agressiva interferência no sistema de vistas da cidade, nomeadamente nos miradouros da Penha de França, do Monte Agudo e do miradouro do futuro Jardim do Caracol da Penha”, afirmou Rita Cruz, uma das moradoras responsáveis pela iniciativa, em declarações à Lusa.

Além disso, “a construção da torre cria uma violenta área de sombras sobre as ruas e sobre as casas circundantes, acarretando um decréscimo na qualidade de vida dos moradores e dos visitantes naquela área da cidade”, destacou.

Apesar de o movimento ser favorável à requalificação daquela zona e acreditar que deve “ser construída alguma coisa que seja positiva para a cidade e para os moradores”, Rita Cruz disse que o grupo não vai “decidir ou propor qualquer tipo de proposta ou construção”.

O movimento foi constituído esta tarde, com um grupo inicial de dez pessoas, que convidam “todos os cidadãos e organizações interessados a juntar-se ao movimento”, segundo um comunicado enviado às redações.

Denominado “Stop Torre 60m Portugália”, o grupo avança ainda que vai lançar nos próximos dias uma petição em papel dirigida à Assembleia Municipal de Lisboa “para que a opinião cidadã pese indelevelmente nas tomadas de decisão” da autarquia da capital.

O projeto de requalificação do quarteirão da Portugália, na Avenida Almirante Reis, está em discussão pública até ao dia 24 de maio, prazo que foi prorrogado depois de o PSD ter exigido a realização de sessões de apresentação pública do projeto.

A primeira realiza-se na quinta-feira, no auditório da sede da Ordem dos Arquitetos, às 18:30, e a segunda terá lugar na próxima terça-feira, no Mercado Forno do Tijolo, à mesma hora.

O projeto, que inicialmente só podia ser consultado no edifício da câmara do Campo Grande e na Junta de Freguesia de Arroios, já está disponível para consulta no ‘site’ da autarquia: http://www.cm-lisboa.pt/viver/urbanismo/licenciamento/processo-312edi2019-quarteirao-da-portugalia

TYS // MLS

By Impala News / Lusa

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